
sábado, 29 de janeiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Nome: Eliete
Uma música: todas de Chico Buarque e Caetano Veloso
Humor: equilibrada
Uma cor: Azul
Uma estação: Outono
Como prefere viajar: de carro
Um seriado: House
Frase ou palavra dita por você: Que Deus te abençõe
O que achou do selo: Lindo!! Um prazer recebê-lo de Vivian
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
NAS ÁGUAS DO TEMPO - Mia CoutoPouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou - que pena eu não ter chegado mais cedo!"
terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cecília Meireles
.
O dia em que um sorriso parou São Paulo. (The day when a smile stopped S...
Se queres ser leve, se leve sempre prá passear.
Se queres ser livre, se livre de suas mágoas
Se queres ser bom, coloque bombachas na alma.
(Eliete)
domingo, 23 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

É que os bárbaros chegam hoje.
Por que tanta apatia no senado?
É que os bárbaros chegam hoje.
Por que o imperador se ergueu tão cedo e de coroa solene
É que os bárbaros chegam hoje.
Por que hoje os dois cônsules e os pretores usam togas de púrpura, bordadas,e pulseiras com grandes ametistas e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
É que os bárbaros chegam hoje,tais coisas os deslumbram.
Por que não vêm os dignos oradoresderramar o seu verbo como sempre?
É que os bárbaros chegam hojee aborrecem arengas, eloquências.
Por que subitamente esta inquietude?
Porque é já noite, os bárbaros não vêm e gente recém-chegada das fronteiras diz que não há mais bárbaros.
Sem bárbaros o que será de nós?
terça-feira, 18 de janeiro de 2011


ELOGIO DA LEVEZA
Affonso Romano de Sant'Anna/Tempo de delicadeza
Esse filme sobre a vida de Vinícius de Moraes , que está surpreendendo pelo sucesso de público , me fez pensar sobre a necessidade que temos de recuperar a leveza . Houve um tempo , não faz muito , há uns 30 ou 40 anos , em que éramos mais leves . Depois vieram os “ anos de chumbo ” e desde então estamos mais para a quaresma do que para o carnaval .
Vinícius, por exemplo , era leve , tão leve , que chegava a ser leviano na gravidade de suas paixões . Tom Jobim era leve . Vinícius e Tom eram leves e engraçados . Ser leve e ser engraçado era uma característica daquela geração .
Otto Lara Rezende era leve . Era um campeão do peso pluma . Não pesava a ninguém . E vou lhes dando outros exemplos . Antônio Maria, apesar de bem gordo , era leve , basta ler também suas crônicas , como essas no volume “Seja feliz e faça os outros felizes ”(Ed. Record). Quer ver outro dessa turma levinho e engraçado- Stanislaw Ponte Preta , vulgo Sérgio Porto .
Posso alongar a lista : Ronaldo Boscoli e Miele, mais uma dupla leve . As estorinhas deles convencem a gente que a vida é uma gafe permanente e divertida. Fernando Sabino também ia por aí . Se a gente o encontrava tinha sempre noção de que ia achar graça em alguma coisa . O próprio Paulo Mendes Campos , mais retraído , era um contador de “ causos ” dele e dos amigos . Você podia estar com o Hélio Pellegrino, que sendo analista , hora nenhuma nos passava a idéia de que estava analisando nossas neuroses , não estava aí para julgar ninguém .
Com isto , as crônicas refletiam a leveza da vida . Não é que não houvesse drama e tragédia , mas as pessoas não eram baixo astral nem a crônica é como nos dias atuais uma coisa chata e pesada .
Nesses dias em que o filme sobre o Vinícius já estava passando eu tinha que fazer uma conferência sobre ele lá em Porto Alegre e acabei encontrando dentro de suas poesias completas um recorte do qual havia me esquecido totalmente. Era um texto recuperado por Genetton Moraes, que falava de três daqueles seres leves, levianos: Vinícius, Otto e Antônio Maria. Era o texto de uma entrevista dada por Vinícius ao Otto, para o Jornal da Globo, quando esse era também um jornal mais leve. Aliás, quando a televisão era mais leve, quando o pais era mais leve. Quando éramos mais leves e não sabíamos.
Vinícius narrou ao Otto que às vezes ele saía da boate Sacha’s de madrugada com o Antônio Maria e ficavam os dois andando pelo Leblon para farejar com curiosidade canina que caminhos os cachorros vadios da madrugada seguiam. Vejam, houve um tempo em que se podia andar angelicamente de madrugada pelas ruas do país para acompanhar franciscanamente cães vadios. E assim, chegaram ambos a Copacabana onde, de repente, viram um estranho aglomerado de pessoas na areia, às seis da manhã. Pensaram que era afogamento, mas perceberam que o grupo levantava ao mesmo tempo as pernas ou os braços. Eram ginastas.
Perplexos, Maria e Vinicius se dizem:-Devem ser nórdicos! E Maria que chamava sempre Vinícius de Poesia, diz:- “Poesia, vamos fazer aqui um juramento”. Qual juramento, indaga Vinícius. E Maria: “Vamos jurar que nós nunca faremos um gesto desnecessário”...
Foi uma geração de frasistas geniais. Não era só o Otto, que recebeu de Nelson Rodrigues a alcunha de “genial frasista de São João del Rei”. Eram todos frasistas. A vida, uma amizade, um amor por uma frase. Rubem Braga que vivia tartamudeando palavras, não pesava nada. E um dia quando alguém, talvez Danuza Leão, falava umas coisas pesadas sobre um ex-amante, Rubem advertiu: “Não cuspa no prato que te comeu”.
Essas pessoas eram muito o espírito de uma geração, de uma época do Rio e do Brasil. Também com um presidente leve como Juscelino, que de tão leve vivia valsando e que botou em aviões uma cidade inteira levando-a para o planalto central, com ele tudo ficava mais fácil e mais leve.
Dedico esta crônica de Affonso Romano aos meus amigos blogueiros que sempre tem uma palavra de carinho.Obrigada!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
foto: Eliete CascaldiJohn Donne, poeta inglês do século XVI
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

o meu pai,a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Achei esta crônica muito interessante:divertida e ...Jornal: O Estado de São Paulo, 9/01/10
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O vasinho com flores na janela e uma vaquinha pastando.
É arco-íris, o canto das cigarras e o barquinho sendo levado pela enxurrada.
O que me faz feliz é pipoca, biju, algodão doce e todas as guloseimas da infância.
É escutar: “mãe, cheguei”; música popular brasileira e a banda tocando no coreto.
O que me faz feliz é visitar minha memória e lembrar do primeiro sapato de salto alto, do vestido de debutante e o dia do meu casamento.
Ah! tantas coisas vividas e outras que imagino viver ( ainda este ano), como por exemplo, o casamento da minha filha,me faz muito feliz.
domingo, 9 de janeiro de 2011
O que faz você feliz? 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Trecho de Veneno Antimonotonia de Martha Medeiros
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Apontadora de Idéias
- Eliete
- São Paulo, Brazil
- "A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma." (Lewis Carroll)
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