Os menores e a sociedade
Simone de Beauvoir conta a seguinte história: havia uma mulher que era muita maltratada pelo seu marido,então arranjou um amante,a cuja casa ia uma vez por semana.Para visitá-lo, tinha de atravessar um rio.Podia fazê-lo por barca ou por uma ponte. Na vizinhança havia um conhecido assassino fugitivo,motivo pelo qual a mulher evitava ir pela ponte.Um dia demorou-se mais do que de costume.Quando chegou ao rio, o barqueiro não quis levá-la, alegando que que seu horário de trabalho havia encerrado.A mulher pediu ao amante que a acompanhasse até a ponte,mas este recusou, dizendo que estava muito cansado. A mulher resolveu arriscar e o assassino a matou.
Como no caso do homicídio da mulher adúltera, discute-se ,de acordo com o juiz, o crescimento da violência infantil-esquecendo-se de que tem como causas desemprego, miséria, desagregação familiar, deseducação.
O sofista Protágoras afirmava:"O homem é a medida de todas as coisas, das que são enquanto são e das que não são enquanto não são".

Simone pergunta: quem é o culpado? O barqueiro burocrata? O amante negligente? A própria mulher, por ser adúltera? E comenta:
"Em geral, as pessoas culpam um desses três,mas ninguém se lembra do assassino.Écomo se fosse normal um assassino assassinar".
A reflexão é a seguinte: Devemos reduzir a idade de responsabilidade penal para fazer imputáveis jovens a partir de 16 anos aqui no Brasil?
Para o juiz de Direito da Infância e da Juventude em São Paulo, Dr.João Batista Saraiva, "A questão da responsabilização do adolescente infrator e a eventual sensação da impunidade que é passada para a opinião pública não decorre do texto legal nem da necessidade de sua alteração".
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Não se fala do verdadeiro vilão:"A ausência de comprometimento do Estado e da sociedade com a efetivação das propostas trazidas pelo ECA".
Concordo com Dr. João Batista; enquanto o governo não levar a sério a questão da educação em nosso país, enquanto não executar as medidas socioeducativas previstas na lei, a violência de jovens e adolescentes estará aumentando. E não será a redução da lei penal que irá resolver o problema.
fonte de pesquisa:Folha de São Paulo/Data Venia/Os menores e a sociedade/João Batista Saraiva, 1997.
JULIAN MARÍAS

Em seu livro Biografia de uma Filosofia, o filósofo Julian Marías comenta minuciosamente essa passagem e tenta indagar o seu significado.Protágoras falava das "Kherêmata"-o sentido das coisas, dos "assuntos" de que os homens se ocupam.São os homens que dão o valor às coisas, descobre o que elas "são" ou "não são", enfim são os homens que lhes dá a sua "medida".
No entanto, nossa época inverte a visão de Protágoras.Agora passamos a entender o homem a partir das coisas, a medi-lo por elas.
Julian Marías indaga quando se inicia e por quê isto aconteceu.
Desde o século XVII e mais enfáticamente no século XVIII, se acentua o empirismo.
Julgam-se as épocas, as formas de vida, os países pelo seu número, por sua riqueza, por seus recursos, e não pelo que o homem faz com isso.
A suma pobreza que não se reflete em estatística alguma é o homem que não sabe de onde vem e o que aconteceu com ele antes de nascer.O que verdadeiramente conta e que não é registrado em PIB algum é o que o homem faz com a sua superdotação, com sua capacidade de amar, ou o que ele esquece de fomentar e cultivar.
Se utilizássemos como medida de julgamento de uma época pelo seu número, pela sua riqueza, por seus recursos, a Grécia, entre Homero e Aristóteles seria uma insignificância.
Para Julían Márias "a visão estatística da realidade introduziu uma incalculável deformação de perspectiva, precisamente por supor que se pode reduzi-la ao calculável.
fonte:O Estado De São Paulo/Espaço Aberto/Julían Marías, filósofo/24 de agosto de 1997
Julío Marías faleceu em 2005 aos 91 anos.
Encontrei esta matéria "A REGRA ÁUREA" em um blog e pensei em fazê-la circular por achá-la interessante.
A REGRA ÁUREA
Interessantes analogias…
Interessantes analogias…
CRISTIANISMO "Faça ao teu próximo somente o que gostaria que lhe fizessem."
JUDAISMO "Não faças ao teu semelhante aquilo que para ti mesmo é doloroso."
CONFUCIONISMO "Não faças aos outros aquilo que não queres que eles te façam."
HINDUISMO "Não faças aos outros aquilo que, se a ti fosse feito, causar-te-ia dor."
TAOÍSMO "Considera o lucro do teu vizinho como teu próprio, e o seu prejuízo como se também fosse teu."
ZOROASTRISMO "A Natureza só é amiga quando não fazemos aos outros nada que não seja bom para nós mesmos."
BUDISMO "De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel quanto à sua palavra."
JAINISMO "Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos."
SIKHISMO "Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do Céu."
ISLAMISMO "Ninguém pode ser um crente até que ame o seu irmão como a si mesmo."
Fonte. http://gueiesha-euzinhaeuzinha7.blogspot.com/
JUDAISMO "Não faças ao teu semelhante aquilo que para ti mesmo é doloroso."
CONFUCIONISMO "Não faças aos outros aquilo que não queres que eles te façam."
HINDUISMO "Não faças aos outros aquilo que, se a ti fosse feito, causar-te-ia dor."
TAOÍSMO "Considera o lucro do teu vizinho como teu próprio, e o seu prejuízo como se também fosse teu."
ZOROASTRISMO "A Natureza só é amiga quando não fazemos aos outros nada que não seja bom para nós mesmos."
BUDISMO "De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel quanto à sua palavra."
JAINISMO "Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos."
SIKHISMO "Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do Céu."
ISLAMISMO "Ninguém pode ser um crente até que ame o seu irmão como a si mesmo."
Fonte. http://gueiesha-euzinhaeuzinha7.blogspot.com/