quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Brasil - As raízes da paz e da justiça
Marcelo Barros
artigo publicado no site:
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=40804
Em plena Semana da Pátria, Goiânia se torna centro de atenções do mundo todo, não por causa de algum desfile militar, ou uma exaltação nacionalista e sim porque, nestes dias, se torna sede do 2º Festival Mundial da Paz. De 04 a 07 de setembro, pessoas vindas de todo o mundo se reunirão no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia para celebrar a Paz, como objetivo sagrado que congraça todos os seres humanos em uma sociedade nova e um estilo de vida sustentável e feliz.

Quando se fala de paz, logo se pensa na paz interior, equilíbrio profundo do espírito e estado de "amorização" que põe o ser em sintonia com todo o universo. As tradições espirituais antigas ensinam que esta conquista do coração depende também da paz social, capacidade de construir nas relações pessoais e na sociedade uma cultura de justiça e solidariedade. O Conselho Mundial de Igrejas que reúne 340 confissões cristãs diferentes define este objetivo como "Paz, Justiça e Integridade do Universo".
Esta é a visão do 2º Festival Mundial da Paz, coordenado por uma maravilhosa equipe de educadoras e de pessoas espirituais, que não só pregam o tema da paz, mas o vivem no cotidiano de suas vidas e de seus trabalhos. Já na manhã da sexta-feira 04 de setembro, a Caminhada Mundial da Paz sairá da Praça do Trabalhador e ao chegar na Praça Cívica se realizará o grande Abraço da Paz sobre a cidade e o mundo. Esta caminhada acolherá a tocha da Paz que, durante este tempo anterior ao Festival, percorreu várias cidades. Assim, uniu muita gente sedenta de paz e justiça em nossa região e no mundo.
O Festival contará com a organização de muitas palestras, fóruns, mesas redondas, eventos e shows já confirmados. O 11º Congresso Holístico Internacional, a ser realizado dentro do Festival, terá como tema o celebrar de uma nova consciência e a opção de uma cultura de paz e sustentabilidade planetária.

Em cidades importantes como Florença e Pisa, universidades públicas mantêm cursos de "ciências para a Paz". Ali, as pessoas aprendem a pensar a economia, a sociologia ou a diplomacia internacional, a partir da opção pela paz e em vista da paz. Estes cursos representam passos importantes na construção de uma sociedade nova. Sem justiça internacional e sem uma ciência respeitadora da vida e da solidariedade, a paz não é possível. Entretanto, de nada adianta uma árvore frondosa e florida, se as raízes não estiverem sadias. A raiz deste problema é o que chamamos de "mística da paz", cultura do cuidado amoroso com a vida, nossa e dos outros. Trata-se de um aprendizado de convivência solidária com todo ser humano e com as sociedades, assim como com a terra e todos os seres vivos. Esta atenção da vida doada nos compromete em uma verdadeira peregrinação às fontes mais profundas do nosso próprio eu, na descoberta e aprofundamento de uma forma de amor mais altruísta, no qual cada um se descobre à medida que se abre ao outro e à vida.

Neste longo aprendizado, as tradições religiosas e espirituais podem ajudar muito. Desde os caminhos espirituais mais antigos, o amor à Paz e o cuidado com ela, se revelam como métodos eficazes de intimidade com o Mistério divino, presente em nós mesmos e atuantes na realidade do mundo. As tradições afro-descendentes falam do Axé, energia vital que nos põe divinizados, quando o acessamos. As tradições indígenas a descobrem no cuidado e na veneração da natureza. O Islã chama a paz de "misericórdia". É um atributo divino que o ser humano alcança pela justiça e bondade com seus semelhantes.
Na Bíblia, Shallom é um conceito básico da aliança de intimidade com o Divino. Comumente se traduz por paz, mas pode significar saúde, bem-estar, alegria e amor. É uma plenitude de vida que se encontra na solidariedade e na justiça social, assim como no cuidado atencioso consigo mesmo e com todo o universo, criação divina. Nesta espiritualidade ecológica, somos chamados a, junto com a Sabedoria Divina, brincar e dançar diante da natureza que resiste, renasce e se rejuvenesce (Pv 8, 22).
O Evangelho de Mateus nos diz que Jesus Cristo nos chama a ser "pessoas construtoras da paz" (Mt 5, 9), bem-aventuradas por fazerem o que Deus faz. Entretanto, esta força ou capacidade não vem de nós mesmos. Nós a recebemos do alto. Por isso, cada vez que Jesus ressuscitado se manifesta aos seus, a primeira palavra é sempre "paz para vocês" (Cf. Jo 20, 19- 23).

O Festival Mundial da Paz durará quatro dias, mas precisa ser enraizado no coração de cada pessoa, para desabrochar em uma convivência baseada na colaboração e não na concorrência e na competição de uns contra os outros. A paz se realizará progressivamente na construção social e política de uma sociedade mais justa e igualitária. Só assim, como dizia o profeta Isaías:

"a paz se estenderá sobre o mundo, como uma torrente transbordante. A alegria de todos se concretizará. Então, toda pessoa se sentirá acariciada no colo e tratada como uma mãe trata seus filhinhos. Assim, vocês receberão consolação e força" (Cf. Is 66, 12 - 14).
* Monge beneditino e escritor

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Marcha da Vida
Em 1 de setembro de 1939 foi declarada a Segunda Gerra Mundial.O Holocausto foi o extremo do ódio à uma raça.Uma loucura , uma vergonha para todos os seres humanos.
Hoje estamos lembrando os 70 anos dessa barbárie, para que fiquemos sempre alertas das atrocidades cometidas por alguns seres humanos.
A Marcha da Vida Internacional é um evento que reúne 10.000 pessoas de diversas partes do mundo que perfazem o caminho entre os campos de Auschwitz e Birkenau, na mesma trilha da marcha da morte feita pelos prisioneiros. A Marcha é realizada em Yom Hashoá, dia de lembrança às vítimas do holocausto. A caminhada faz parte de uma viagem, dividia em duas etapas:
1) Polônia, onde são visitados os locais onde a vida comunitária judaica acontecia antes da Segunda Guerra, os campos de concentração e de extermínio. É nesse momento que ocorre a Marcha propriamente dita.
2) Israel, com passeios turísticos e celebração de Yom Haatzmaut, Dia de Independência de Israel. O Programa respeita a kashrut e o shabat. http://www.marchadavida.org.br/novo/marcha.html

A MVB (Marcha da Vida Brasil) é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e independente, comprometida em manter acesa a chama da memória das vítimas da barbárie nazista.

http://br.olhares.com/campo_de_concentracao_em_auschwitz_foto2464437.html

Márcio Pitliuk escreveu o livro " Marcha Para Vida " com fotografias de Márcio Scavone, editora:PitCult. vale a pena conferir.
'Marcha para Vida' traz histórias de sobreviventes do Holocausto
Documentário brasileiro retrata trajeto pelos campos de concentração de Varsóvia até Auschwitz-Birkenau .

sábado, 29 de agosto de 2009

foto:Eliete Cascaldi
O OLHAR...
Assim como não sabemos mais ouvir, temos também dificuldade para olhar o que nos rodeia usando todos os nossos sentidos ,inclusive a intuição.

Há uma miopia em todos nós, ou uma catarata que turva nossa visão,fechando-nos para todas as possibilidades existentes.A incapacidade é ainda maior quando se trata de olhar para dentro de nós mesmos. Miopia que crece proporcional à autofobia- medo do autoconhecimento.Acreditamos possuir dentro de nós sómente sentimentos muito ruíns. É lamentável como ainda resistimos ao autoconhecimento, como ficamos armados e inseguros quando temos que nos mostrar.Resistência que aumenta à medida que ocupamos uma função relevante na sociedade. É a máscara colada no rosto.
"Somos como as rãs, anfíbios, uma parte de nós vive aqui embaixo, e outra tende para cima.Viver consiste nisto, ter consciência e saber disso, lutar para que a luz não desapareça vencida pela sombra".(Susanna Tamaro)

O mesmo alerta é feito por Brehony Kathleen quando afirma:"Não é a ponta dos icebergs que afunda os navios, pois podemos navegar em redor daquilo que vemos. É a parte do iceberg que está sob a água que cria o perigo".
Quando nos conhecemos mais profundamente, temos chance de sermos mais criativos e alcançar uma liberdade maior. Não precisamos criar barreiras ,não são necessárias tantas defesas. Quando nos conhecemos melhor, ficamos mais aptos a compreender o outro na sua complexidade, e assim julgamos menos. Tornamo-nos mais tolerantes, benignos e generosos e todos que estão conosco se beneficiam com certeza do nosso crescimento.Sem contar , que, somos capazes de rir de nossas imperfeições, de nossos deslizes e falar deles com mais naturalidade, aceitando dessa forma as críticas com menos dor, e não levando tudo para o "pessoal" . Passamos a aceitar que todos os seres humanos não nascem prontos.
E como indica Carl G. Jung passamos a buscar não pela perfeição, mas pelo crescimento.
“A inocência plena de um ser humano pode alçar ele para ave”,
Manoel de Barros .

fotos:Eliete Cascaldi

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Atitude é um ponto de vista mental,uma forma de estruturar a mente.
É a maneira como pensamos. É o que acontece dentro de nós-pensamentos e sentimentos- sobre nós mesmos, os outros, as circunstâncias e a vida em geral.
Uma atitude é semelhante a um estado de espírito, a uma disposição.É também uma expectativa.Pessoas que costumam ter atitudes positivas esperam o melhor;pessoas com atitudes negativas esperam o pior.Nos dois casos , as expectativas geralmente se concretizam. “Se sua casa queimasse, o que você procuraria salvar? O que levaria?”
O artista Jean Cocteau respondeu:”Levaria o fogo”.
Ave alegria
Ave alegria,
Cheia de graça,
o amor é contigo,
bendita é a risada
e a gargalhada!
Salve a justiça
e a liberdade!
Salve a verdade,a delicadeza
e o pão sobre a mesa!
Abaixo a tristeza!Ave alegria!
Sylvia Orthof

VALE APENA CONHECER ESTE TRABALHO DESENVOLVIDO EM PIRACICABA:
"NOSSAS VOZES POR NOSSAS VOZES" uma bela iniciativa; ação em pról de uma cultura do Concern

http://www.youtube.com/watch?v=bxvO8nYiLiE

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ENCONTROS CRIATIVOS
Nós nos aperfeiçoamos como pessoas quando criamos encontros com as realidades que nos rodeiam. Todo encontro requer:
abertura de espírito
Vontade de colaborar
Generosidade
Iniciativa
paciência/diálogo

Instaurar encontros exige praticar virtudes.Virtude é encarnação de valores.Pela via do encontro, humaniza-se e humaniza os que estão ao seu redor.È experimentar o amor por pessoas concretas e não pela humanidade em geral.
O encontro é um abrir portas.Cada ser humano é uma casa sagrada.Para sermos chaves criteriosas, teremos que descobrir outro tipo de chave-chaves de interpretação. O mero sentimento de compaixão é insuficiente.
O encontro verdadeiro deseja promover a pessoa a níveis superiores de vida. Busca soluções mais ambiciosas do que a necessária ajuda imediata.
Paul Tilich, teólogo expressou com clareza:
Só pelo contínuo encontro com outras pessoas é que a pessoa se torna e permanece pessoa".


Daí ser o encontro centro dinâmico do processo formativo da pessoa.O encontro demanda coragem.Coragem para encontrar o outro ser humano, com seus limites, suas dores, seus problemas, suas possibilidades, sua grandeza, suas contradições.
O encontro é um ato de conhecimento (e de autoconhecimento).
Encontrar-se implica criar um modo de unidade altamente valioso. Uma análise profunda do encontro requer compreendermos as diversas formas de unidade.Se eu sento a uma mesa qualquer, e peço um lanche, utilizo a mesa, depositando nela o meu prato e o copo de água.Estou unido à mesa, mas se trata de união passageira e meramente instrumental. Assim que eu me levanto não há mais nada, não resta nada entre mim e a mesa. Nessa experiência banal não foi superada a distância entre o dentro e o fora, entre pessoa e objeto. Para mim, a mesa continuará sendo realidade distante e externa.
É preciso suscitar algo novo e valioso mediante o encontro.
O verdadeiro encontro é unitivo e criativo.

O encontro é transformador. Quando não há verdadeiro encontro, continuam valendo os esquemas dentro-fora, interior-exterior, aqui-ali, indicando uma cisão entre duas realidades.
Onde não há encontro verdadeiro não há verdadeira colaboração, enriquecimento mútuo- e a criatividade inexiste.
fonte: Pensamentos de Alfonso López Quintás,Doutor em Flosofia(Madrid)


Ontem participei aqui em Jaboticabal do III Fórum Social Regional e foi um verdadeiro Encontro Criativo. Parabenizo todos os participantes e organizadores desse evento na pessoa do Vereador Murilo Gaspardo.
E também não posso deixar de ressaltar a conferência do Frei Betto- "Magnífica"

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

UM POUQUINHO DO QUE LEIO, GOSTO E APRENDO...
Do livro: "Meninas boazinhas vão para o céu, as más vão à luta" de Ute Ehrhardt,da Objetiva.
Característica da nova mulher :

A nova mulher encerra muitas contradições:
Ela se impõe, mas em geral, com a consciência pesada.Exteriormente, ela se mantém tranquila,mas interiormente reina um conflito: por um lado a nova mulher também deseja ser amada por todos, e se empenha em agradar. Por outro lado, ela sabe que desta forma se entranha na dependência.
Ela quer ser segura de si sem amedrontar os outros.
O velho ditado diz: o trabalho compensa, e deste modo as mulheres batalham e produzem muito, infelizmente muitas vezes no lugar errado.
Muitas mulheres exigem demais do seu potencial de realização e capacidade.
Esforçam-se ao máximo e alcançam muito;ao chegarem à sua meta , acreditam que seu sucesso não resulta do seu esforço e sim de fatores externos, como sorte e o acaso.Caso não consigam atingir seu objetivo, confirma-se a sua auto-avaliação latente: elas não suficientemente boas, outras certamente teriam feito melhor. Dicas da autora:
mulheres em harmonia consigo mesmas encontram um equilíbrio entre suas reivindicações e as exigências do meio em que vivem. Elas correm riscos, sabem que o risco significa poder ganhar e perder. E querem ganhar.
Elas sabem que um time de futebol que venceu o jogo por 3 a 2 também sofreu dois gols. Não se deixam abater por uma recusa ou um fracasso.
Não consideram um não uma ofensa pessoal.
Se algo falha, procuram as razões no problema, e não na sua pessoa.
Cuidado com a autocastração:
"Não posso ajudar-me": conceito de desamparo adquirido que a maioria das mulheres tem por exemplo quando fura um pneu do carro, acreditam não serem capazes de trocá-lo.
O desamparo tem consequências múltiplas.Geralmente colocam em dúvida sua capacidade em agir eficazmente;raramente perseguem até o fim os objetivos ; permanecem muito atrás de suas possibilidades.Diante de pequenas possibilidades desistem.

É preciso que saibamos que a realidade não é o fator decisivo, mas sim a avaliação subjetiva, que se baseia na convicção de que não se pode influir no desfecho positivo de uma situação. Consequência: as pessoas tornam-se incapazes de agir.
Cuidado com as "profecias auto-realizadoras": o conceito de profecia auto-realizadora diz: um acontecimentose concretiza porque existiu uma expectativa correspondente.
Ex: creio que posso ter êxito em um exame (expectativa de sucesso),estudo de modo organizado e confiante. Sinto-me relaxada e segura.A imagem interna é positiva.A probabilidade de êxito se eleva.

Convicções bloqueadoras resultam de experiências precoces de aprendizado. Elas impedem possíveis modificações. As pessoas não são freadas pela realidade, mas pelos seus modelos explicativos internos.

Acredito que essas características são dos dois sexos, portanto as sugestões cabem à todos.


































quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Para uma cultura do Concern

Reflexão escrita por Frei André Luís Tavares da Ordem dos Pregadores- "Dominicanos" (à convite)
A vida só ganha sentido quando percebemos (e não quando "temos absoluta certeza")que existe um Amor maior que nos ama, e que quer nossa felicidade.
Como o Amor exige partilha, não é algo que possa viver isolado em si, é claro que ele quer se comunicar a nós. Tomás de Aquino,uma das mentes mais bilhantes do século XIII, afirmava que nós cristãos chamamos este Amor de Deus.
O mesmo Tomás, que muito deve a outro gênio da Antiguidade, Aristóteles, vai-nos repetir o que o filósofo grego afirmava sobre uma origem de tudo:

Aristóteles afirmava existir um "motor imóvel", do qual tudo emanasse (os textos bíblicos, com uma outra linguagem,mais concreta, própria do pensamento semita, falarão de "fonte de vida"-cf.Sl 36,9,entre outros). Tomás identificou este primeiro motor, que faz com que tudo tenha movimento, com o Amor, que nós cristãos chamamos Deus;o próprio termo grego para "motor imóvel" nos explica o porque desta identificação: não se trata de um motorzinho que faz com que as coisas funcionem todas, não é a analogia de uma armadilha engenhosa ou de uma máquina,mas sim algo que atrai tudo para si. Logo, se este "motor imóvel" é o Amor, ele mesmo atrai todas as coisas para si, e todos somos atraídos pelo Amor.É próprio do Amor nos atrair.
A partir desta análise, gostaria de identificar vocação: é uma atração para o Amor.Estar vocacionado é estar apaixonado, e isto podemos afirmar com certeza. mas a paixão pelo Amor por exelência, por Deus mesmo, é uma paixão serena, que produz uma alegria serena.

Frei André Luis afirma : "para poder amar o Amor, descobri que este Amor chama a cada um de modo específico, de acordo com as graças de cada um, e quer que sejamos felizes no seu serviço".

No dia 11 de julho deste ano, Frei André decidiu dedicar toda a sua vida a Deus dentro deste modo de vida, inspirado e idealizado por São Domingos.

"Em um mundo de palavras fáceis e volantes, entrei na aventura de firmemente pronunciar um sim certo ao único Absoluto".

domingo, 16 de agosto de 2009

meus primeiros passos no mundo maravilhoso
da fotografia...



A magia das lembranças da infância
"Cresci brincando no chão, entre formigas.De uma infância livre e sem comparamentos.Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação".Manoel de Barros

adoro àrvores, principalmente seus troncos...
"Eu trago das minhas raízes crianceiras a visão
comungante e oblíqua das coisas".Manoel de Barros

o outono da minha vida está sendo assim...
" Bocó é sempre alguem acrescentado de criança"

quero aprender a transcender....
sentir cada vez mais a presença de Deus
em minha vida...

ah! este seu olhar...

inspiração: meu inesquecível pai, que mais do que sua filha ,sou também sua fã.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

PRINCÍPIO ÉTICO NÚMERO 2 : VERACIDADE
"O coração deve alimentar-se da verdade. como as lagartas de uma folha,até saturar-se da cor do alimento e manifestá-lo em cada...mínima fibra do seu ser. (Samuel Taylor Coleridge)
Para praticar o princípio ético da Veracidade, precisamos aprender a reconhecer a verdade acerca de nós mesmos. O que estou fazendo? O que estou dizendo? O que estou vendo? Será que quero ficar aqui? Estou porventura dizendo o que eu realmente sinto? È preciso coragem para encontrar a resposta veraz a essas perguntas e agir de acordo com ela.
Aquele que se permite contar uma mentira uma vez vai fazê-lo com mais facilidade da segunda e da terceira vez, até que a mentira se torna algo habitual; ele mente sem se dar conta disso e fala a verdade sem que ninguém acredite nele.Essa falsidade da língua leva à falsidade do coração e, com o tempo,mina todas as boas disposições deste". (Thomas Jefferson)
A razão não pode ser dona da verdade.A única maneira pela qual o corpo físico pode perceber claramente a Verdade é completando o seu vínculo com o corpo espiritual.
Reconhecer a Verdade em si mesmo pode ajudar-nos a evitar os pensamentos e comportamentos autodestrutivos.
Um dos aspectos importantes do princípio ético da Veracidade é o costume de tomar cuidado com o que se diz.
È muito fácil usarmos a verdade para fazermos o mal, a menos que nos lembremos de consultar não só o corpo físico, mas também o corpo espiritual antes de falar.
A verdadeira verdade é aquela que jamais há de ferir os sentimentos de uma pessoa.
Lembre-se o princípio ético número 1 é a não-violência.
Há uma história sobre um sábio que morava na floresta.Certo dia, o sábio viu um cervo correndo pelo caminho, e atrás do cervo veio o caçador. este aproximou-se do yogue e perguntou-lhe se ele tinha visto um cervo e se sabia em que direção ele tinha ido. O sábio respondeu: "Meus olhos viram,mas meus olhos não falam.Minha língua fala,mas ela não viu".
Desta maneira ele esquivou-se de contar a verdade que o caçador exigia, pois essa verdade teria feito mal ao cervo. Teria sido uma verdade conjugada à violência.
Alice Christensen nos deixa um lembrete valioso:A verdade não deve nunca separar-se da não-violência.
fonte/ livro: A yoga do coração (Dez princípios éticos para aumentar o bem-estar, a coragem e a confiança) de Alice Christensen

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Por uma cultura do CONCERN
PRINCÍPIO ÉTICO NÚMERO I: NÃO -VIOLÊNCIA
A prática desse princípio ensina a proteger-nos das nossas próprias atitudes autodestrutivas. Para a autora Alice Christensen , a simples presença de uma pessoa não-violenta faz diminuir a violência em todo o ambiente imediato.
Fazer mal a si mesmo se manfesta , na maioria das vezes, sob a forma de uma atitude autodestrutiva.Ex:comer demais, consumir substâncias como o àlcool, a cafeína, o açucar; não usar cinto de segurança ao dirigir o carro, ficar estressado por trabalhar demais,etc. Sabemos também que a maior parte das atitudes audestrutivas é causada por sentimentos de culpa ou de medo. Quando estamos tensos, estressados temos uma possibilidade maior de tratar mal outras pessoas, e, depois nos sentimos culpados.
Nesta nova consciência das coisas que nos causam danos, devemos incluir também a chamada agressão passiva, ou a violência causada pelo recusa a agir.
A yoga considera a exigência também como um ato de violência.
Todos nós nascemos da mesma fonte espiritual - DEUS-;portanto, fazendo mal a outra pessoa, fazemos mal a nós mesmos.

A prática perseverante do princípio ético da Não-Viôlência ajuda -nos a decidirmos se vamos ser construtivos ou destrutivos e a aceitar e assumir a responsabilidade pelos nossos atos.

Em vez de nos sentirmos como um escravo ou como uma vítima, podemos nos tornar muito fote, na medida em que nos libertamos das reações automáticas.
A Não- Vilocência cria em nós a capacidade de perceber a unidade invisível de todas as formas de vida.
fonte: A Yoga do coração (Dez princípios éticos para aumentar o bem-estar , a coragem e a confiança) Alice Christensen






quarta-feira, 12 de agosto de 2009


"O homem nasce projeto, não nasce pronto.
O homem nasce com todos os caminhos abertos à sua frente, e são infinitos esses caminhos, e cabe a ele escolher.
Então não se trata de, pela culpa ou pela castração, superar alguma coisa". Davi Litman Bogomoletz

domingo, 9 de agosto de 2009

Por uma cultura do Concern
A socióloga Ruth Benedict descreve a sociedade oriental-japonesa- como a Cultura da Vergonha e a sociedade ocidental como a Cultura da Culpa .
CULTURA DA VERGONHA:Funciona com base na obediência escrupulosa às regras de conduta, obediência vigiada pelos demais.A obediência estrita acarreta a aprovação e o louvor .Não existe o fenônemo da "dor de consciência", ou seja, não existiria o superego,explica Davi L.Bogomoletz.
CULTURA DA CULPA: o agente repressor é uma instância social internalizada. O indivíduo internaliza a vigilância e passa a policiar os próprios atos. Na sociedade regida pela culpa a ação será, regulada não mais pelo que dirão os "outros", mas pelo que dirá o superego, um "outro" internalizado. Nas duas formas de civilização a espontaneidade e a criatividade ficam prejudicadas.
Civilização do Concern: é marcada pela criatividade (inventividade, originalidade, espontaneidade) e pelo respeito voluntário ao outro.

Concern é um termo utilizado pelo psicanalista Winnicott para descrever uma atitude que leva o indivíduo a interessar-se espontaneamente pelo bem estar do outro.A atitude do concern consiste numa consideração prestada ao outro, que assim é percebido como "bom", "amigo", ou no mínimo como "não-inimigo", ao menos potencialmente.
Tal atitude contrasta visivílmente com o comportamento que poderíamos chamar de "estranhamento paranóide", tido como normal nos dias de hoje em nossa sociedade.Na atitude do concern,o "eu" age como se o outro lhe importasse por princípio, esteja ou não precisando de ajuda.
È uma atitude que identifica no outro uma qualidade positiva potencial, em vez de uma qualidade negativa em potencial.Há um potencial inato para a moralidade.
O diferente passa a ser tratado segundo a velha frase:
" Nada do que é humano considero , estranho a mim".
fonte:De Buber a Winnicott:Uma visão benigna da Sociedade ou Para Compreender a Nova Era David litman Bogomoletz/junho97
Vamos aderir com nosso comportamento para que essa cultura se instale rápidamente entre nós?
(continua na próxima postagem)




Apontadora de Idéias

Minha foto
São Paulo, Brazil
"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma." (Lewis Carroll)

Arquivo do blog