segunda-feira, 9 de março de 2009

REDWOODS:UM DOS MAIS ANTIGOS SERES VIVOS DO MUNDORedwoods são sequoias muito altas (entre 90 e 100metros de altura) que vivem na costa oeste americana,mas precisamente na faixa costeira entre o sul do Oregon e a Califórnia.
O Redwoods Parque Nacional foi criado em 1968, ocupa uma área de 445Km2 e foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980.
As sequoias podem alcançar entre 2.000 e 3.000 anos, tem troncos retos e cilíndricos com 11 metros de diâmetro, com ramos horizontais ligeiramente curvado para baixo e tem uma crosta muito espessa, macia e brilhante. Essas árvores foram usadas para construir as primeiras casas em San Francisco.
A morte de uma velha sequoia significa vida para as mais jovens, que ficam dormentes por muitos anos na sobra das gigantes.Crescem de uma semente muito pequena , resistem ao fogo, se adaptam a condições climáticas diferentes. Também vivem em sua copa uma série de plantas e animais.Quando há tempestades suas raízes se entrelaçam ás das semelhantes e então se firmam.
Os madereiros estão acabando com elas.Hoje existe apenas 5% da floresta original.

Uma americana,Julian Butterfly (23 anos)subiu em uma sequoia de 55 m de altura e 600 anos de idade, apelidada de Luna , e lá ficou por 738 dias impedindo desta forma que uma empresa madereira cortasse Luna e mais 12 mil metros quadrados da floresta.


fonte de pesquisa :revista Vida Simples/Edição 75/janeiro2009

A RESIGNAÇÃO COMO CÚMPLICE


"A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: 'O que irá acontecer?', em vez de inquirir:'O que posso fazer?"'. Denis De Rougemont.
"A decadência (seja ela na sociedade mais ampla, seja em quaisquer instâncias, como família,trabalho, política,etc) principia quando o imperativo ético da ação é substituido pela acomodação e pela espera desalentada, isto é, quando se abre mão do dever que emana da liberdade e exige, para ser exatamente livre, uma intervenção consciente", afirma Mario Sergio Cortella.
È lamentável o que está acontecendo com todos nós. Cada vez mais vamos nos acomodando com a violência, desemprego, corrupção, fome,como se tudo isso fosse normal.
Dizemos que nada fazemos pois somos impotentes perante os fatos e daí a prostração se torna um hábito.
Fernando Pessoa diza "na véspera de não partir nunca, ao menos não há que arrumar malas".
Cortella nos lembra o pensamento do inesquecível Paulo Freire, que dizia que não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar.
Nessa reflexão o filósofo afirma algo extremamente importante:
Esperançar é levantar,
esperançar é ir atrás,
esperançar é construir,
esperançar é não desistir!
Esperançar é levar adiante,
esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo".
Acrescentaria que esperançar é falar, apontar, trazer à luz todas estes fatos e ideias.
Cortella ainda vai mais longe ao afirmar"Resignar-se é, de forma contundente, concordar invluntáriamente ou até ser cúmplice passivo".
fonte: matéria publicada na Folha de São Paulo/outras ideias/A resignação como cumplice/ por Mario Sergio Cortella, filósofo e professor da PUC-SP.
Peço desculpas por não citar a data dessa matéria, por não tê-la aqui comigo.


Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagar mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes.
A abrir as revistas e ver anúncios.
A ligar a televisão e assistir a comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar.
À lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(1972)

Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

























domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL das mulheres, dos homens, dos brancos, dos negros, dos amarelos, etc, etc...
Rendo-me a mídia! Vamos então falar de mulheres...
OLÍVIA PALITO: personagem criada por Elzie Crisler Segar em 1919.O nome dela em inglês "Olive Oyl" significa "azeite de oliva",mas com "oyl" no lugar de "oil", diferente da versão em português, seu nome original não tem nada a ver com ela ser magra.Olívia vivia sendo perseguida por Brutus, e sempre era salva por Popeye.
MINNIE: criação de Walt Disney em 1920/1930,namorada de Mikey
LULUZINHA: ou Little Lulu criada por Marjorie Henderson Bueli, publicada pela primeira vez em 1935, onde Lulu aparecia jogando flor num casamento, ou melhor, espalhando casca de banana.As tirinhas da personagem começaram a ser distribuídas regularmente em 1944.

WILMA FLINTSTONE:criada na década de 60, pela dupla Hanna-Barbera.Este desenho animado passa-se na idade da pedra. Wilma é uma exímia dona-de-casa, casada com Fred e mãe de Pedrita e sua melhor amiga é Betty, e quando pensa em trabalhar fora lá vem o Fred para brigar.
MULHER MARAVILHA: é uma super-heroína criada em 1941, pela DCComics.
Ela é a princesa de Themyscira, filha da rainha das amazonas.


MÔNICA ,personagem criada por Maurício de Sousa em 1963 e baseado em sua própria filha, que só se metia em encrencas.

MAITENA: personagem criada por uma escritora e cartunista argentina Maitena Inés Burundarena em 1962.
Fonte:quadrinhos do livro "Curvas Perigosas", de Maitena

MAFALDA:escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. É uma garota preocupada com a Humanidade e com a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo.1964 a 1973.
HELGA: criada pelo ilustrador americano Dik Browne em 1973. Mulher de Hagar- o terrível.Sempre vestida com seu capacete de chifres, ela é uma verdadeira Valkíria.Ela dita as regras dentro de casa.Tem uma bela filha Honi.

Esqueceram de mim??????????????????????????????????????
Personagem criada por Carl Barks. È uma bruxa que constantemente tenta roubar a Moedinha número 1 de Tio Patinhas(1961)

Antes que a maga patalógica estrague a festa vamos cortar o bolo.
Quem está cortando o bolo?
Minha mãe é claro!

DIVIRTAM-SE...

Quem são????? não encontrei nenhuma referência na Wikipédia

fonte de pesquisa:Wikipédia

































































































































sexta-feira, 6 de março de 2009

ARNALDO ANTUNES
EXISTÊNCIA HUMANA:
Estou gostando ultimamente de ler os jornais pois algumas matérias publicadas, tem sido extremamente deliciosas e tem me ensinado muito.
Quero reproduzir "quase totalmente" o que Dulce Critelli, terapeuta existencial e professora de filosofia da PUC.SP escreveu em sua coluna da Folha de São Paulo de 5 de março (Outras Ideias / Folha Equilíbrio).
A matéria tem como título: "O leitor e a vergonha" e é uma reflexão sobre o filme "O Leitor" . O filme tem como pano de fundo o nazismo e conta a história de um garoto de 15 anos, classe média que se apaixona por uma mulher mais velha, pobre e analfabeta.Ela inicia-o no sexo , amor e outros interesses comuns e ele lê para ela.Alguns anos mais tarde os dois se encontram ; ele estudante de direito e ela acusada de um crime. Por vergonha os dois não revelam o que viveram.
Dulce Critelli analisa as razões desse silêncio e suas consequências .
"...se ela silencia sobre o que pode afetar seu próprio destino, ele silencia sobre o que pode mudar no dela".
A vergonha do personagem Michael é mais superficial, pois seu silêncio foi motivado pelo receio de que as pessoas o desqualificasse por ter se relacionado com ela, portanto,seu saber o condena a uma culpa sem perdão e liberdade. Enquanto a personagem Hanna não revela seu analfabetismo pois mostra uma vergonha estrutural, uma vergonha de si. Ser analfabeta era lhe uma grande ferida narcísica, mas não se dá conta do real alcance de sua decisão por não ter o "saber".
Assim a questão central do filme diz respeito a todos nós.
"Tudo o que fazemos (e dizemos) é fruto de uma escolha e tem consequências.Mesmo quando nos calamos ou nos omitimos.Mesmo quando as consequências não foram intencionais".
Dulce Critelli continua..."Não importa o que sentimos ou o que pensamos,mas o que fazemos".
O que se passa dentro de nós, não tem expressão no mundo.Só nossos atos e suas consequências aparecem e, deste modo, existem, porque há um leitor, um expectador que descubra algum sentimento para o que fazemos.Portanto, para quem somos".
O filme nos faz pensar:
Quantas vezes nos omitimos deixando de fazer ou falar diante de algo que poderia interferir favoravelmente no destino de outra pessoa?
Quantas vezes escondemos de nós mesmos fatos e sentimentos que acabam por nos prejudicar na vida?
Quantas vezes nos sentimos envergonhados por atitudes tomadas impulsivamente?
Quantas vezes agimos contra nós mesmos e contra os outros?
Resumindo:È preciso que nos conscientizemos da responsabilidade de nossas ações , pois elas tem consequências,mesmo quando nos calamos ou nos omitimos.




































quarta-feira, 4 de março de 2009

A cegueira ética da humanidade
Vou abordar uma matéria do jornal "O Estado de São Paulo" , escrita por Regina Scopke, filósofa, historiadora, sobre as idéias do filósofo Vladimir Jankélévitch em seu livro: O Paradoxo da Moral.
Para Vladimir Jankélévitch(1903-1985), filósofo e musicólogo francês, "o homem é um ser virtualmente ético, que existe como tal, isto é, como ser moral". Um ser moral "de tempos em tempos e de longe em longe-de muito longe em muito longe".
Embora o ser humano tenha seus valores, ele vive uma boa parte de sua vida numa espécie de cegueira moral ou ética, ou numa espécie de anestesiamento moral. Nas palavras do filósofo um estado de "eclipse da consciência ".
Para Regina,o homem"fala uma coisa e vive outra".
A existência humana é um eterno conflito entre os desejos e necessidades individuais e os deveres para com "o outro", e o homem um ser cindido por esse dilema. Diferentemente de Nietzsche que entende a consciência como uma espécie de carcereiro do homem, o filósofo Jankélévitch fala em voxconcientiae- o outro em nós,aquela que nos alerta dos perigos,das obrigações e deveres.
A moral é o conjunto de valores, normas, preceitos, proibições,"palavras de ordem", e ideais, ou seja , é a voz do campo social que está impregnada em nós, e agindo sobre nós.
A vida interior retratada pelo filósofo é repleta de tormentos, culpa, remorsos,e sobretudo de pavor diante das paixões e dos prazeres, sempre considerados perigosos para a conservação da vida social.
Regina Schöpke questiona: Será que o "eu" é sempre privado de seus direitos à felicidade ou à liberdade em prol dos outros?
E responde: "Sim e não". "Somos seres sociais, mas sem felicidade individual também não pode haver felicidade coletiva".
Orientando-se pelo pensamento de Nietzsche, (uma renúncia total torna o homem um ser cheio de imposturas e falsidades,vivendo hipócritamente e atordoado), a autora esclarece que é "preciso estar em consonância consigo mesmo e com a vida e buscar não uma elevação moral como fala Jankélévitch mas uma elevação real ,isto é, viver de fato os valores na sua máxima potência e não só de tempos em tempos ".
fonte:O Estado de São Paulo,1 de março de 2009/Cultura/D5
Concordo que uma das causas do sofrimento humano é este eterno dilema entre desejos e necessidades individuais e a adaptação social, ou como Freud postulava o ego tendo que conciliar as demandas do id (impulsos) com as exigências do superego. No entanto, penso que temos vivido esse conflito na potência máxima,pois as exigências são muito ambíguas.Vivemos numa cultura que venera o individualismo e o imediatismo dos desejos, que apregoa a importância da autenticidade,mas ao mesmo tempo não respeita as diferenças individuais, excluindo todo aquele grupo ou pessoa que porta uma singularidade, ou que difere dos padrões tido como "normais" ou desejáveis.
E como o que o homem mais teme é a exclusão social ou o ostracismo, também passa a viver de máscaras.

UMA CORRENTE DIFERENTE (recebi de uma amiga por e-mail)
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristóvão Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito(vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As consequências seriam as melhores possíveis..Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
O que você pensa sobre essa proposta?



Ele pedia pão.

Eu, salmão.

Ele queria água.

Eu, vinho.

Eu pedia amor, dinheiro, saúde, trabalho.

Ele só pedia vida.

Eu inquieta, correndo, aflita

Fugindo da chuva

Com medo do tempo

Ele sorrindo, descalço na lama

Corria pra bola

Fugia das balas

Sonhava com campos de grama verde

E o grito ecoante depois do gol
...


Tatuado por Juliana Pestana

blog:http://mendoscopia.blogspot.com/


















terça-feira, 3 de março de 2009

POESIA
È fácil gostar de poesia, preste atenção é pura magia...
È uma ciranda de palavras, é lúdica.
A poesia concreta é uma obra de arte

"...é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendia,dura poesia concreta de tuas esquinas...da feia fumaça que sobe apagando as estrelas eu vejo surgir os seus poetas de campos e espaços...porque és o avesso do avesso do avesso... e novos baianos te podem curtir numa boa". Caetano Veloso

A Poesia Concreta nasceu nos anos 50 com o Grupo Noigandres formado por Décio Pignatari e os irmãos Campos, Augusto e Haroldo. Foi lançada oficialmente em 1956 na Exposição Nacional de Arte Concreta. Alguns poetas aderiram ao movimento, como José Lino Grünewald, Ronaldo Azeredo e Ferreira Gullar, este último abandonandonou a Poesia Concreta e foi um dos fundadores do Neoconcreto. A Poesia Concreta influenciou artistas como Lenora de Barros, Caetano Veloso em fase Tropicália, Arnaldo Antunes entre outros artistas.

Haroldo de Campos
Haroldo de Campos
fonte:htpp://arvoredospoemas.blogspot.com/2007/09/poesia-concreta.html
Arnaldo Antunes



Augusto de Campos

Augusto de Campos (Greve-1962)



POESIA-CONCRETA: TENSÃO DE PALAVRAS-COISAS NO ESPAÇO-TEMPO.
O poeta concreto vê a palavra em si mesma - campo magnético de possibilidades - como um objeto dinâmico, uma célula viva, um organismo completo, com propriedades psicofisicoquímicas tacto antenas circulação coraação: viva.
- longe de procurar evadir-se da realidade ou iludí-la, pretende a poesia concreta, contra a introspecção autodebilitante e contra o realismo simplista e simplório, situar-se de frente para as coisas, aberta, em posição de realismo absoluto.
fonte:http.//www.2.uol.com.br/augustodecampos/poesiasconc.htm
(vale a pena conhecer este site)

segunda-feira, 2 de março de 2009

SOBRE A ÉTICA DA RESPONSABILIDADE

Ontem no jornal o Estado de São Paulo, Jorge Forbes,psicanalista e psiquiatra escreveu um artigo bastante interessante sobre o comportamento do presidente Lula e do chanceler Celso Amorim no caso de Paula Oliveira.
Alguns críticos se diziam indignados com o fato de ambos terem dado crédito àquela moça que apareceu recentemente em todos os jornais com escoriações pelo corpo, afirmando ter sido agredida por manifestantes de um grupo neonazista, na Suíça.
Jorge Forbes analisa o erro de Lula e de Amorim entendendo que eles foram induzidos ao menos por dois fatores:
O contexto: "ataques neonazistas na Suíça é plausível"
A suposta mentira de Paula em pontos intocáveis da sociedade: ataque a mulher, grávida,e por racismo.
O que Forbes questiona é o seguinte:"Será que a resposta a esse estado de coisas é ficarmos todos desconfiados, bem espertos, e só agirmos frente a evidências cientificamente comprovadas, para não passarmos por tolos, imprudentes , ou emotivos?"
O psicanalista então recorre ao filósofo, alemão Hans Jonas(1903-1983) ,"que afirmava que após a euforia da esperança da técnica que nos rendeu a utopia de bem estar irresponsável, porquanto apagava a subjetividade, devemos nos preparar para o PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE".
Forbes destaca o seguinte trecho do pensamento do filósofo:"A responsabilidade é o cuidado reconhecido como obrigação em relação a um outro ser, que se torna preocupação quando há uma ameça à sua vulnerabilidade".
E também:" O fenômeno do sentimento torna o coração receptível ao dever, não lhe questionando a razão e animando a responsabilidade assumida com o seu élan.È difícil, senão impossível, assumir a responsabilidade por algo que não se ame, de modo que é mais fácil engendrar o amor para tal do que cumprir o seu dever livre de toda inclinação."
Concluindo , Jorge Forbes afirma que" nesse sentido, o presidente e o chanceler foram responsáveis, pois ser responsável não excui uma injustiça, nem quer dizer estar livre de toda inclinação, como se a pura objetividade fosse possível ou almejável."
Forbes termina seu artigo afirmando :"Entre a tolice possível e a certeza do esperto, necessáriamente enganadora, Bravo! à tolice possível.
Melhor mil vezes nos enganarmos ao socorrer uma mulher machucada e aos prantos, que vestirmos a mortalha dos espertos.Pois se o pior não aconteceu-diríamos como Jonas-, ter se enganado deveria ser considerado um mérito".
fonte: O Estado de São Paulo, domingo,1 de março de 2009, J6/Aliás

Concordo integralmente com essas idéias, e penso que está mais do que na hora de acordarmos em relação às nossas responsabilidades .
Um belíssimo filme que aborda essa questão e que não podemos deixar de assistir é
" A vida dos outros"


















domingo, 1 de março de 2009

Para começar bem a semana ou para terminar a noite de domingo sem o fantástico...











Fonte:http://tiras-hagar.blogspot.com

Agora chega de brincadeira e vamos falar sério.
Recentemente os meios científicos divulgaram
como está ocorrendo a evolução humana

BOA NOITE













































































































































sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

AVENTURA DA MATURIDADE
Podemos dizer:"Eu atingi a maturidade!", ou tal pessoa é madura?
O dicionário Aurélio define maturidade como "estado ou condição de maduro,de plenamente desenvolvido" . Sugere algo acabado, pronto.No entanto , precisamos tomar muito cuidado pois a melhor definição para maturidade é quase um paradoxo:perfeição em evolução, isto é, podemos apresentar maturidade para uma determinada fase da vida.
Para Regina Favre, filósofa e psicoterapeuta,"Maduro é aquele que, dentro de cada fase, teve o máximo de experiência e de competência para lidar consigo e com o mundo em cada etapa".
Podemos pensar a maturidade como um conceito que diz respeito não à pessoa e sim às suas atitudes.Por exemplo, alguém pode agir com maturidade no trabalho e ter reações muito imaturas na vida conjugal.
A filósofa Lucia Benfatti, da Associação Palas Athena,disse à reportagem da Revista Vida Simples que ninguem amadurece de repente."O processo de maturidade costuma ser gradual-e contínuo.Você amadurece fazendo escolhas,mas é decidindo que se aprende a decidir".

Algumas definições sobre maturidade:
"A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança."Friedrich Nietzsche

"Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos".Marie Eschenbach

"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos."Luís de Camões
vamos brincar?
responda no comentário
Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? Confúcio

Observação: Algumas pessoas me mandaram e-mail dizendo que não estão conseguindo fazer o comentário.
Como proceder: no final desta página está escrito comentário e tem um desenho que é um envelope. Clique duas vezes e ele abrirá e terá os comentários já escritos e um campo em branco para o seu.(Postar comentário)
Depois de escrever seu comentário, vá para Comentar como: e digite Anônimo, e em seguida clique em publicar.
Não sei porque aparece que não foi possível publicar seu comentário, não desista clique novamente publicar, e se for o caso novamente.Em seguida você lerá que o comentário foi enviado para verificação, Aí então eu verifico e publico. Não desistam tá?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CON-VERSO / Um papo regado a poesia (VI)
O TREM BALA
No final do século XIX, a vida podia ser comparada a uma viagem de carruagem.Não havia muito conforto,o corpo vivia num turbilhão sacolejante,mas dava para ver a paisagem, que passava devagar pela janela.
Hoje no século XXI, a vida pode ser comparada a uma viagem de trem-bala:.
Há muito mais conforto,mas devido a velocidade é impossível perceber a paisagem; o mundo lá fora mais parece um caos de formas e cores, provocando vertigens, atordoamento e medo.
Hoje corremos como o coelho da história da "Alice no pais das Maravilhas,ou, se preferirmos lançar mão de indicadores mais modernos, corremos nos trilhos do trem-bala, sem acostamentos ou àrea de descanso.
O importante é encurtar caminhos e distâncias e chegar o mais depressa às nossas metas e objetivos.
A sabedoria de Fernando Pessoa quando disse "Sábio é quem monotiza a existência, pois cada pequeno incidente tem o privilégio de maravilha", não conseguimos mais entender.
Steven Covey nos lembra que a falta de confiança nos deixa "medrosamente com pressa de viver, com pressa de amar, com pressa de aprender e com pressa de deixar uma herança simbólica".
Gradativamente vamos perdendo o conceito de descanso como fonte de vida; não sabendo mais tomar um tempo para nós, não conseguindo mais sentir o sabor da vida vamos nos desvitalizando. A pausa, o intervalo nos incomoda, nos inquieta cada vez mais, levando-nos a irritação ou ao tédio.Estamos constantemente querendo ganhar tempo, atingir a maior velocidade possível com o melhor desempenho .
Angeles Arrien em O Caminho Quádruplo diz:"Se lembrássemos de tomar como modelo o nosso coração, que não se cansa, porque tem uma fase de descanso embutida em cada batida.Nosso coração físico trabalha com folga.E se falamos de coração no sentido mais amplo, bem no meio dele encontra-se implícito o conceito de descanso, como propiciador de vida.Se nunca perdêssemos de vista esse lugar central que o repouso ocupa em nossas vidas, nós nos manteríamos jovens.Visto sob essa luz, o repouso não é um privilégio, mas uma virtude".
O Tao tambem nos lembra que a "passividade é a raiz da ação-de onde vem a energia.Ser muito ativo esgota".
A vida são deveres que nós trazemos para fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se cinquenta anos!
Agora é tarde demais
Para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, uma oportunidade,
Eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
E iria jogando, pelo caminho
A casca dourada
Inútil das horas...
Dessa forma eu digo, não deixe
de fazer algo que gosta devido
a falta de tempo,
A única falta de tempo que terá,
Será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana


Será que precisamos, mesmo,trabalhar tanto assim?

“O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder?”

Lenine / Paciência

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CONVERTER O CORAÇÃO

Estou relendo um livro lindo de Henri Nouwen-"TRANSFORMA O MEU PRANTO EM DOR" e transcreverei aqui alguns de seus ensinamentos.

Todos nós enfrentamos ou vamos enfrentar perdas que sempre nos tornam prisioneiros de rejeição, vergonha ou culpa.Sem falar do sofrimento que às vezes custa ir embora.
Nouwen escreve que "nossas excessivas ocupações transformam-se em maldição", pois ultracarregados de afazeres ficamos impossibilitados de enfrentar a inevitável dificuldade que temos.
Um velho sacerdote disse:
"Eu sempre me queixava das constantes interrupções ao meu trabalho, até que entendi que minhas interrupções é que eram o meu trabalho."
As coisas desagradáveis, os momentos difíceis, os reveses inesperados carregam em si maior potencial do que imaginamos.

Perdas sem Danos ?
O tempo pode ser um santo remédio para muitas situações na vida,mas não quando perdemos alguém que amamos .A saudades, poderosa dama, confronta este senhor impiedoso e lhe mostra que não é absoluto.
É como se a vida fosse desbotando,perdendo o vigor de sua aquarela e em um cinza sem graça vamos "levando". Aí, escutamos poesias ,frases, assistimos filmes que falam que a vida deve ser DESFRUTADA,e nos questionamos: O que é exatamente desfrutar da vida?
È carnaval e eu não fui em bailes, não vi o carnaval de rua, não o vi nem pela TV. Estarei eu deixando minha vida passar sem desfrutá-la? É natal, as ruas e lojas estão cheias e os supermercados lotados. Eu não fui no centro,evitei shoppings e comprei o que precisava em novembro. Estarei eu deixando minha vida passar sem desfrutá-la?
Não tenho a resposta,pois somente com o tempo, saberemos a verdade.Aí sim,ele exercerá o seu poder absoluto e impiedoso, caso haja arrependimentos.
O que sei, hoje,em minha pouca existência é que saudades é o amor que fica e que a maior liberdade do ser humano é seu encontro com Deus.Neste encontro ,há paz, há sentido, e o tempo, passa a ser um bom camarada, e a vida, ora a vida, Colorida!
Pensamentos escritos pela minha irmã Mariangelina Cascaldi Figueiredo, convidada a falar um pouquinho sobre esse assunto.

"Podar, que é o mesmo que cortar, dá nova forma, remove o que reduz a vitalidade."

"A poda não é mera punição,mas preparação.Submetendo-se à poda que Deus realiza em nossa vida não ficaremos tristes, e sim, esperançosos por aquilo que ele irá fazer em nós e através de nós."

A colheita terá suas próprias bençãos.
TUDO É GRAÇA
"Mas Jesus diz que maturidade significa crescer em disposição para ser conduzido, até a lugares que não escolheríamos com entusiasmo".
Paulo,o apóstolo, afirma:"Transformem-se pela renovação da sua mente". (Romanos 12:2)

Esses ensinamentos são muito difíceis e espero conseguir um dia aprendê-los, com muita oração com certeza. E o dia de hoje é muito adequado para começarmos a renovar nossos corações, não acham?

Oração do Século XX

Senhor, fazei de mim
um instrumento da vossa comunicação

Onde tantos enviam bombas e destruição,
Que eu leve uma palavra de união!

Onde tantos procuram ser servidos,
Que eu leve a alegria de servir!

Onde tantos fecham a mão para bater,
Que eu abra meu coração para acolher!

Onde tantos adoram a máquina,
Que eu saiba venerar o homem!

Onde tantos endeusam a técnica,
Que eu saiba humanizar a pessoa!

Onde a vida perdeu o sentido,
Que eu leve o sentido de viver!

Onde tantos me pedem peixe,
Que eu saiba ensinar a pescar!

Onde tantos me pedem pão,
Que eu saiba ensinar a plantar!

Onde tantos estão sempre distantes,
Que eu seja alguém sempre presente!

Onde tantos sofrem de solidão que faz morrer,
Que eu seja o amigo que faz viver!

Onde tantos morrem na matéria que passa,
Que eu viva no espírito que fica!

Onde tantos olham para a terra,
Que eu saiba olhar para o céu!

(Pe. Atílio Hartmann, S.J.)



Um site que frequento para rezar todos os dias é LUGAR SAGRADO

http://sacredspace.ie/pt

vale a pena conferir





















































Apontadora de Idéias

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São Paulo, Brazil
"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma." (Lewis Carroll)

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