MICO x CURINGA 
Nesta vida temos três professores importantes:
DOS VERSOS DE ARRUMAR A CASA



Só domingos precisam de feriado - por Nilton Bonder
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante.A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
SENSO DE MEDIDA:
PARÁBOLA CHINESA
foto:Eliete Cascaldi
QUANDO O SILÊNCIO FALA MAIS ALTO
Palavras são lindas, palavras são doces, palavras são tantas e tão pouca para expressar os desejos da alma.
Aconteceu ontem, aqui em Jaboticabal, a primeira apresentação do "Cinema e Psicanálise" , projeto que há dez anos é realizado em Ribeirão Preto.O filme escolhido foi o francês “Ele é tão bonito”,e o debate foi coordenado pela Dra. Denise Lopes Rosado Antônio, psiquiatra e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto. Foi realmente uma noite especial. Dra. Denise foi brilhante em sua reflexão e todos que ali estavam realmente sentiram-se à vontade, para colocarem suas ideias.
“A paisagem é um estado de alma”
Tristeza é o lusco-fusco do crepúsculo.
Alegria é beija-flor batendo suas asas sobre uma flor.
Orgulho é penhasco do qual faço tudo para evitar.
Vergonha é um buraco profundo e escuro.
Solidão é um riacho que parece calmo, mas que busca
onde desaguar.
Ansiedade são dunas imensas que provocam arrepios.
Medo é o mar que a gente perde de vista.
Saudade é pegada na areia que a gente tenta acompanhar.
Felicidade é um quarto amplo e arejado.
Paixão é orvalho numa flor.
Amor é um tesouro escondido num canteiro de flor.
Inveja é fogo queimando árvores e plantações.
Ciúme é gente entulhando tesouros.
Raiva é uma pedra de tropeço no caminho.
Mágoa é bica pingando água poluída.
Compaixão é uma paisagem feita a quatro mãos.
escrito em março/09
Esta história começa há muito tempo,
A energia que essa estrela fabricava nas suas entranhas já não bastava para contrabalançar a sua ânsia de implodir, como ordena a gravidade, essa força que nunca dorme. A estrela, enorme, começou a pulsar violentamente e, após muitas convulsões, explodiu com uma violência tremenda, expelindo suas entranhas pelo espaço.
A nuvem, perturbada pela onda de choque, entrou em colapso, semeada por todos os elementos químicos que haviam sido forjados na estrela já defunta. Aos poucos, a matéria dessa nuvem foi se concentrando no plano equatorial, feito uma grande pizza. No meio dela, nascerá o Sol. Ao seu redor, vão se formar os planetas, recheados de átomos de carbono, oxigênio, nitrogênio, ferro... Os mais próximos ao Sol, onde é mais quente, serão planetas rochosos, como a Terra e os seus vizinhos, Marte e Vênus, e o pequenino Mercúrio. Os mais distantes, onde é mais frio, coletam também muito hidrogênio e hélio e crescem muito, virando os planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Com uma grande Lua circulando ao seu redor, seu giro em torno de si mesma, como o de um pião, fica equilibrado em um ângulo de 23,4. Caso não houvesse Lua, não teríamos esse equilíbrio e não teríamos as estações do ano e a presença constante de água líquida. É difícil imaginar vida complexa aqui sem o calor moderado e a água.
Pois as temperaturas amenas da Terra propiciam as reações químicas que levam simples átomos de carbono a se combinar com mais átomos de carbono, de oxigênio, de hidrogênio, de fósforo e de nitrogênio, formando as moléculas da vida, as proteínas e os ácidos nucleicos. Tudo isso, claro, usando o carbono forjado naquela estrela que morreu e nos cedeu suas entranhas, nossa vizinha cósmica.
Esse carbono é o fundamento da vida. Todos os seres vivos, todas as células contêm esse elemento. Depois da água, somos essencialmente feitos de carbono. Parte desse carbono é continuamente reciclada, passando de animal a animal, de planta a animal e de animal à planta: das escamas de um peixe às folhas de uma samambaia, das asas de uma borboleta ao seu nariz. Cada um de nós carrega consigo alguns dos átomos de carbono que, outrora, pertenciam aos nossos distantes ancestrais que viveram há bilhões de anos, seres que hoje nos parecem primitivos e exóticos.
Escolas de compreensão humana
foto:Eliete Cascaldi

foto:Eliete Cascaldi
foto:Eliete Cascaldi
foto:Eliete Cascaldi
imagem da internet
O que foi, já passou...

ONTEM ANTES DE DORMIR,