Fotos: Eliete
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Maria Rezende uma grande poeta.
"O risco não é só um traço
é a distância entre um prédio e
outro
a diferença entre o pulo e o salto
O risco é riqueza e asfalto a
percorrer
pode ser a pé, pode ser voar
o risco é o bambo da corda
solta no ar
Dentro dele cabe cálculo cabe medo e
incerteza
cabe impulso, instinto, plano
O risco é a pergunta te
atacando ao meio-dia
é o preço do sonho pra virar realidade
é a voz das outras
gentes
testando a tua vontade
Aceita-lo é saber que não
existe estrada certa
linha reta, vida fácil pela frente
Mas que
asa
asa
asa só ganha quem planta no escuro do braço essa semente
de poder voar."
Maria
Rezende
Blog
"O risco não é só um traço
é a distância entre um prédio e outro
a diferença entre o pulo e o salto
O risco é riqueza e asfalto a percorrer
pode ser a pé, pode ser voar
o risco é o bambo da corda solta no ar
Dentro dele cabe cálculo cabe medo e incerteza
cabe impulso, instinto, plano
O risco é a pergunta te atacando ao meio-dia
é o preço do sonho pra virar realidade
é a voz das outras gentes
testando a tua vontade
Aceita-lo é saber que não existe estrada certa
linha reta, vida fácil pela frente
Mas que
asa
asa
asa só ganha quem planta no escuro do braço essa semente de poder voar."
Maria Rezende Blog
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O segredo da vida de um casal
terça-feira, 17 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012

“Árvore (…) é uma pessoa que não fala; que vive sempre de pé no
mesmo ponto; que em vez de braços, tem galhos; que em vez de unhas, tem folhas;
que, em vez de andar falando da vida alheia e se implicando com a gente (como
os tais astrônomos), dão flores e frutas. Umas dão pitangas vermelhas; outras
dão laranjas doces ou azêdas – e é destas que tia Nastácia faz doces; outras,
como aquela enorme ali (as lições eram sempre no pomar) dão bolinhas pretas
chamadas jaboticabas (…) [as árvores não saem do mesmo lugar] Porque têm raízes
(…) Raiz é o nome das pernas tortas que elas enfiam pela terra adentro. Bem
querem andar, as pobres árvores, mas não conseguem. Só saem do lugarzinho em
que nascem quando surge o machado. (…) Machado é o mudador das árvores – muda a
forma delas, fazendo que o tronco e os galhos fiquem curtinhos. Muda-lhes até o
nome. Árvore machadada deixa de ser árvore. Passa a ser lenha. (…).
Lobato, Memórias da Emília, São Paulo: Brasiliense, 1973, p. 92-93)
sábado, 17 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

" Que é loucura;
ser cavaleiro andante
Ou
segui-lo como escudeiro?
De nós dois,
quem o louco verdadeiro?
O que,
acordado, sonha doidamente?
O que,
mesmo vendado,
Vê o
real e segue o sonho?
Eis-me, talvez, o único
maluco,
E me
sabendo tal, sem grão de siso,
Sou -
que doideira - um louco de juízo."
Carlos Drummond de Andrade sobre Dom Quixote.
terça-feira, 13 de março de 2012


vale a pena conhecer o blog : http://10paezinhos.blog.uol.com.br/arch2010-01-01_2010-01-31.htmlQuem apresentou-me o trabalho de Fábio Moon e Gabriel Bá, foi o meu filho e genro Luis Octávio
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012

arquitetura, poesia, comércio, política — todas estão ao nosso alcance, até mesmo na realização de miraculosos triunfos, tudo na dependência da seleção daquilo para que
temos aptidão:
prossiga na ordem certa, passo a passo.
entrelaçar palha, tão fácil ferver granito como ferver
água, se você fizer tudo na ordem correta. Onde quer que haja insucesso é porque houve titubeio, houve alguma superstição sobre a sorte, algum passo omitido, que a natureza jamais perdoa.
Condições felizes de vida podem ser obtidas nos mesmos termos.
A atração que elas suscitam é a promessa de que
estão ao nosso alcance.
Quão respeitável é a vida que se aferra aos seus objetivos!
As aspirações juvenis são coisas belas, as suas teorias e planos de vida são legítimos e recomendáveis:
mas você será fiel a eles?
gente, ou não mais que um em mil. E, se tentar cobrar
deles a traição cometida, e os faz relembrar de suas altas resoluções, eles já não se rocordam dos votos que fizeram.(...)
inconstantes e incertos.
A principal diferença entre as pessoas parece ser a de
que um homem é capaz de se sujeitar a obrigações das quais podemos depender — é obrigável: e outro não é.
Como não tem a lei dentro de si, não há nada que o
prenda.
Ralph Waldo Emerson, in "Considerations by the Way"
domingo, 4 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Canção das mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Ano novo, mil promessas...
Gastar menos,poupar mais, trabalhar muito sem deixar de ver familiares e amigos.
Exercitar-se, emagrecer, ler finalmente aquele livro que espera, pacientemente ,na cabeceira da cama, ouvir os CDs
emagrecer, etc, etc.
Plano perfeito, ou alguma coisa caiu no esquecimento?
Os filhos, como entram em nossos planos?
Martha Medeiros,
escritora gaúcha, faz uma analogia interessante entre aventura e paternidade.
“Aventura não é escalar montanhas
não é atravessar desertos
não é preciso bravura.
..........................................
aventura não é morar em castelo
não é correr de ferrari
não é preciso frescura
aventura é tudo o que faz
uma pessoa tornar-se capaz
de abrir mão da loucura
aventura é ser
mãe e pai.”
Pensar a paternidade como uma aventura é perfeito,não em seu sentido mais corriqueiro,
um empreendimento arriscado, passageiro ou leviano, mas com um significado mais amplo:
a aventura como um acontecimento extraordinário, que contém riscos, mas com segurança, e que requer um olhar atento e curioso por toda a paisagem.
A maternidade e a paternidade envolvem muitas dificuldades e grandes emoções.
Ter filhos e educá-los não deve ser entendido como trabalho árduo ou “aborrecente.”
Assim como uma aventura para dar certo exige tempo e disposição, da mesma forma é criar filhos.
È necessário planejamento, dedicação, atenção e cuidado com todo
detalhe e em cada etapa do processo, e, com certeza, grande dose de paixão.
A boa educação sempre começa em casa e exige exemplo, autoridade, referências seguras, escuta,
flexibilidade, limites, gratificações e frustrações. Para isso, não é possível prescindir da presença constante, aliada ao interesse verdadeiro dos pais pelos seus filhos.
Vitoriosos na aventura da paternidade serão os pais que conseguirem o grande feito:
serem companheiros de viagem de seus filhos, conhecendo-os em sua rica singularidade.
Numerosas serão as oportunidades de prazer, de alegria e de resgate de tudo o que é essencial para a felicidade.
Vitoriosos serão os filhos que herdarão a segurança de terem sido amados e apreciados por aqueles que lhes deram a vida.
Bela aventura será também para a humanidade quando entendermos que o que fica em nossa memória é a viagem e
não a bagagem, que o importante é o amor que doamos uns para os outros.
A melhor promessa
de futuro é viver em família.
Apontadora de Idéias
- Eliete
- São Paulo, Brazil
- "A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma." (Lewis Carroll)
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