foto:Eliete CascaldiCertas coisas
foto:Eliete Cascaldi
QUANDO O SILÊNCIO FALA MAIS ALTO
Palavras são lindas, palavras são doces, palavras são tantas e tão pouca para expressar os desejos da alma.
Aconteceu ontem, aqui em Jaboticabal, a primeira apresentação do "Cinema e Psicanálise" , projeto que há dez anos é realizado em Ribeirão Preto.O filme escolhido foi o francês “Ele é tão bonito”,e o debate foi coordenado pela Dra. Denise Lopes Rosado Antônio, psiquiatra e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto. Foi realmente uma noite especial. Dra. Denise foi brilhante em sua reflexão e todos que ali estavam realmente sentiram-se à vontade, para colocarem suas ideias.
“A paisagem é um estado de alma”
Tristeza é o lusco-fusco do crepúsculo.
Alegria é beija-flor batendo suas asas sobre uma flor.
Orgulho é penhasco do qual faço tudo para evitar.
Vergonha é um buraco profundo e escuro.
Solidão é um riacho que parece calmo, mas que busca
onde desaguar.
Ansiedade são dunas imensas que provocam arrepios.
Medo é o mar que a gente perde de vista.
Saudade é pegada na areia que a gente tenta acompanhar.
Felicidade é um quarto amplo e arejado.
Paixão é orvalho numa flor.
Amor é um tesouro escondido num canteiro de flor.
Inveja é fogo queimando árvores e plantações.
Ciúme é gente entulhando tesouros.
Raiva é uma pedra de tropeço no caminho.
Mágoa é bica pingando água poluída.
Compaixão é uma paisagem feita a quatro mãos.
escrito em março/09
Esta história começa há muito tempo,
A energia que essa estrela fabricava nas suas entranhas já não bastava para contrabalançar a sua ânsia de implodir, como ordena a gravidade, essa força que nunca dorme. A estrela, enorme, começou a pulsar violentamente e, após muitas convulsões, explodiu com uma violência tremenda, expelindo suas entranhas pelo espaço.
A nuvem, perturbada pela onda de choque, entrou em colapso, semeada por todos os elementos químicos que haviam sido forjados na estrela já defunta. Aos poucos, a matéria dessa nuvem foi se concentrando no plano equatorial, feito uma grande pizza. No meio dela, nascerá o Sol. Ao seu redor, vão se formar os planetas, recheados de átomos de carbono, oxigênio, nitrogênio, ferro... Os mais próximos ao Sol, onde é mais quente, serão planetas rochosos, como a Terra e os seus vizinhos, Marte e Vênus, e o pequenino Mercúrio. Os mais distantes, onde é mais frio, coletam também muito hidrogênio e hélio e crescem muito, virando os planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Com uma grande Lua circulando ao seu redor, seu giro em torno de si mesma, como o de um pião, fica equilibrado em um ângulo de 23,4. Caso não houvesse Lua, não teríamos esse equilíbrio e não teríamos as estações do ano e a presença constante de água líquida. É difícil imaginar vida complexa aqui sem o calor moderado e a água.
Pois as temperaturas amenas da Terra propiciam as reações químicas que levam simples átomos de carbono a se combinar com mais átomos de carbono, de oxigênio, de hidrogênio, de fósforo e de nitrogênio, formando as moléculas da vida, as proteínas e os ácidos nucleicos. Tudo isso, claro, usando o carbono forjado naquela estrela que morreu e nos cedeu suas entranhas, nossa vizinha cósmica.
Esse carbono é o fundamento da vida. Todos os seres vivos, todas as células contêm esse elemento. Depois da água, somos essencialmente feitos de carbono. Parte desse carbono é continuamente reciclada, passando de animal a animal, de planta a animal e de animal à planta: das escamas de um peixe às folhas de uma samambaia, das asas de uma borboleta ao seu nariz. Cada um de nós carrega consigo alguns dos átomos de carbono que, outrora, pertenciam aos nossos distantes ancestrais que viveram há bilhões de anos, seres que hoje nos parecem primitivos e exóticos.
Escolas de compreensão humana
foto:Eliete Cascaldi

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imagem da internet
O que foi, já passou...

ONTEM ANTES DE DORMIR,
Quando se fala de paz, logo se pensa na paz interior, equilíbrio profundo do espírito e estado de "amorização" que põe o ser em sintonia com todo o universo. As tradições espirituais antigas ensinam que esta conquista do coração depende também da paz social, capacidade de construir nas relações pessoais e na sociedade uma cultura de justiça e solidariedade. O Conselho Mundial de Igrejas que reúne 340 confissões cristãs diferentes define este objetivo como "Paz, Justiça e Integridade do Universo".
Esta é a visão do 2º Festival Mundial da Paz, coordenado por uma maravilhosa equipe de educadoras e de pessoas espirituais, que não só pregam o tema da paz, mas o vivem no cotidiano de suas vidas e de seus trabalhos. Já na manhã da sexta-feira 04 de setembro, a Caminhada Mundial da Paz sairá da Praça do Trabalhador e ao chegar na Praça Cívica se realizará o grande Abraço da Paz sobre a cidade e o mundo. Esta caminhada acolherá a tocha da Paz que, durante este tempo anterior ao Festival, percorreu várias cidades. Assim, uniu muita gente sedenta de paz e justiça em nossa região e no mundo.
O Festival contará com a organização de muitas palestras, fóruns, mesas redondas, eventos e shows já confirmados. O 11º Congresso Holístico Internacional, a ser realizado dentro do Festival, terá como tema o celebrar de uma nova consciência e a opção de uma cultura de paz e sustentabilidade planetária.
Em cidades importantes como Florença e Pisa, universidades públicas mantêm cursos de "ciências para a Paz". Ali, as pessoas aprendem a pensar a economia, a sociologia ou a diplomacia internacional, a partir da opção pela paz e em vista da paz. Estes cursos representam passos importantes na construção de uma sociedade nova. Sem justiça internacional e sem uma ciência respeitadora da vida e da solidariedade, a paz não é possível. Entretanto, de nada adianta uma árvore frondosa e florida, se as raízes não estiverem sadias. A raiz deste problema é o que chamamos de "mística da paz", cultura do cuidado amoroso com a vida, nossa e dos outros. Trata-se de um aprendizado de convivência solidária com todo ser humano e com as sociedades, assim como com a terra e todos os seres vivos. Esta atenção da vida doada nos compromete em uma verdadeira peregrinação às fontes mais profundas do nosso próprio eu, na descoberta e aprofundamento de uma forma de amor mais altruísta, no qual cada um se descobre à medida que se abre ao outro e à vida.
Neste longo aprendizado, as tradições religiosas e espirituais podem ajudar muito. Desde os caminhos espirituais mais antigos, o amor à Paz e o cuidado com ela, se revelam como métodos eficazes de intimidade com o Mistério divino, presente em nós mesmos e atuantes na realidade do mundo. As tradições afro-descendentes falam do Axé, energia vital que nos põe divinizados, quando o acessamos. As tradições indígenas a descobrem no cuidado e na veneração da natureza. O Islã chama a paz de "misericórdia". É um atributo divino que o ser humano alcança pela justiça e bondade com seus semelhantes.
Na Bíblia, Shallom é um conceito básico da aliança de intimidade com o Divino. Comumente se traduz por paz, mas pode significar saúde, bem-estar, alegria e amor. É uma plenitude de vida que se encontra na solidariedade e na justiça social, assim como no cuidado atencioso consigo mesmo e com todo o universo, criação divina. Nesta espiritualidade ecológica, somos chamados a, junto com a Sabedoria Divina, brincar e dançar diante da natureza que resiste, renasce e se rejuvenesce (Pv 8, 22).
O Evangelho de Mateus nos diz que Jesus Cristo nos chama a ser "pessoas construtoras da paz" (Mt 5, 9), bem-aventuradas por fazerem o que Deus faz. Entretanto, esta força ou capacidade não vem de nós mesmos. Nós a recebemos do alto. Por isso, cada vez que Jesus ressuscitado se manifesta aos seus, a primeira palavra é sempre "paz para vocês" (Cf. Jo 20, 19- 23).
O Festival Mundial da Paz durará quatro dias, mas precisa ser enraizado no coração de cada pessoa, para desabrochar em uma convivência baseada na colaboração e não na concorrência e na competição de uns contra os outros. A paz se realizará progressivamente na construção social e política de uma sociedade mais justa e igualitária. Só assim, como dizia o profeta Isaías:
A Marcha da Vida
http://br.olhares.com/campo_de_concentracao_em_auschwitz_foto2464437.html
Márcio Pitliuk escreveu o livro " Marcha Para Vida " com fotografias de Márcio Scavone, editora:PitCult. vale a pena conferir.
'Marcha para Vida' traz histórias de sobreviventes do Holocausto
Documentário brasileiro retrata trajeto pelos campos de concentração de Varsóvia até Auschwitz-Birkenau .
foto:Eliete Cascaldi
Há uma miopia em todos nós, ou uma catarata que turva nossa visão,fechando-nos para todas as possibilidades existentes.A incapacidade é ainda maior quando se trata de olhar para dentro de nós mesmos.
Miopia que crece proporcional à autofobia- medo do autoconhecimento.Acreditamos possuir dentro de nós sómente sentimentos muito ruíns. É lamentável como ainda resistimos ao autoconhecimento, como ficamos armados e inseguros quando temos que nos mostrar.Resistência que aumenta à medida que ocupamos uma função relevante na sociedade. É a máscara colada no rosto.
"Somos como as rãs, anfíbios, uma parte de nós vive aqui embaixo, e outra tende para cima.Viver consiste nisto, ter consciência e saber disso, lutar para que a luz não desapareça vencida pela sombra".(Susanna Tamaro)
O mesmo alerta é feito por Brehony Kathleen quando afirma:"Não é a ponta dos icebergs que afunda os navios, pois podemos navegar em redor daquilo que vemos. É a parte do iceberg que está sob a água que cria o perigo".
Quando nos conhecemos mais profundamente, temos chance de sermos mais criativos e alcançar uma liberdade maior. Não precisamos criar barreiras ,não são necessárias tantas defesas. Quando nos conhecemos melhor, ficamos mais aptos a compreender o outro na sua complexidade, e assim julgamos menos. Tornamo-nos mais tolerantes, benignos e generosos e todos que estão conosco se beneficiam com certeza do nosso crescimento.Sem contar , que, somos capazes de rir de nossas imperfeições, de nossos deslizes e falar deles com mais naturalidade, aceitando dessa forma as críticas com menos dor, e não levando tudo para o "pessoal" . Passamos a aceitar que todos os seres humanos não nascem prontos.
fotos:Eliete Cascaldi
Atitude é um ponto de vista mental,uma forma de estruturar a mente.
“Se sua casa queimasse, o que você procuraria salvar? O que levaria?”
VALE APENA CONHECER ESTE TRABALHO DESENVOLVIDO EM PIRACICABA:
"NOSSAS VOZES POR NOSSAS VOZES" uma bela iniciativa; ação em pról de uma cultura do Concern
ENCONTROS CRIATIVOS
Instaurar encontros exige praticar virtudes.Virtude é encarnação de valores.Pela via do encontro, humaniza-se e humaniza os que estão ao seu redor.È experimentar o amor por pessoas concretas e não pela humanidade em geral.

Encontrar-se implica criar um modo de unidade altamente valioso. Uma análise profunda do encontro requer compreendermos as diversas formas de unidade.Se eu sento a uma mesa qualquer, e peço um lanche, utilizo a mesa, depositando nela o meu prato e o copo de água.Estou unido à mesa, mas se trata de união passageira e meramente instrumental. Assim que eu me levanto não há mais nada, não resta nada entre mim e a mesa. Nessa experiência banal não foi superada a distância entre o dentro e o fora, entre pessoa e objeto. Para mim, a mesa continuará sendo realidade distante e externa.