domingo, 15 de fevereiro de 2009

Exclusão


O Evangelho (Marcos 1,40-45) deste domingo relata o encontro do leproso com Jesus. O homem de joelhos, pediu:"Se queres, tens o poder de curar-me".Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse:"Eu quero:fica curado!"No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado.
Este ensinamento ainda não conseguimos aprender: Não discriminar, não excluir pessoas, segundo critérios que consideramos certos, verdadeiros, bons ou maus.
Escrevi um artigo para o jornal da APAE de Jaboticabal em 2007, que continua atual ,e portanto postarei aqui.


NO PAÍS DAS JOANINHAS
Guardo há algum tempo o livro “Uma Joaninha Diferente” de Regina Célia Melo, das edições paulinas.
É a história de uma joaninha que por nascer sem bolinhas, foi rejeitada por seu grupo.
Inconformada com a exclusão busca a ajuda do besouro preto, e junto arquitetam um plano.
Pedem ao pássaro pintor que pinte bolinhas no corpo do besouro e então saem ao encontro das joaninhas.
Chegando ao jardim o besouro é bem recebido por elas que nada percebem.
A joaninha sem bolinhas pede então um minuto de atenção e apaga a pintura do corpo do besouro e pergunta: Qual é a verdadeira joaninha?
A história nos fala das reações frente às diferenças; da dificuldade que temos em assimilar e aceitar o diferente.
Como diz Caetano Veloso: ”... narciso acha feio o que não é espelho”.
O lamentável nessa história e em nossas vidas é o comportamento de exclusão e rejeição frente ao diferente, de tudo aquilo que sai dos padrões tido como “normais”.
Somos orientados frequentemente a acreditar em procedimento “tamanho único” no que diz respeito às pessoas, esquecendo e deixando de apreciar aquilo que é único em cada ser humano - a sua singularidade.
Quantos casos de depressão, anorexia, bulimia, obesidade, ou tantas outras doenças modernas poderiam ser evitados se não houvesse padrões tão redutíveis.
Assim tem sido com as deficiências.
A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: “Fraternidade e Pessoa com Deficiência” e como lema: “Levanta-te, vem para o meio!” (Mc 3,3) . È, pois um bom momento para perguntar tal como fez a joaninha.Qual é a verdadeira deficiência?
Frequentemente entendemos deficiência como doença, imperfeição, defeito ou mesmo incapacidade.
Assim como não é correto entender a deficiência como doença, também não é possível entendê-la como uma imperfeição ou defeito, uma vez que não existe perfeição ou ausência total de defeitos em qualquer ser humano.
A deficiência também não necessariamente leva a incapacidade. Algumas deficiências têm como consequência a incapacidade para alguma habilidade específica, mas não podemos esquecer que as incapacidades geradas por uma deficiência muitas vezes são maiores devido a uma situação de desvantagem do meio paras as diferenças existentes.
Pode ocorrer também de existir a falta ou a perda de alguma estrutura física e a pessoa não ser deficiente, como acontece com a joaninha da nossa história.
Daí a necessidade de prestar atenção ao uso de determinados conceitos.
A exclusão que se manifesta como preconceito, ignorância, insensibilidade ou mesmo sentimento de piedade, é a que provoca maior dor .
Lembremos que para a deficiência que compromete o corpo há tratamento, mas para aquilo que machuca a alma o dano é irreversível.
Vamos acordar e refletir : Qual é a verdadeira deficiência?




QUE A ACEITAÇÃO DAS DIFERENÇAS NÃO SEJA UM CONTO DE FADAS


QUE A DIFERENÇA SEJA UM DIFERENCIAL

É POSSÍVEL VIVER JUNTOS SE AS DIFERENÇAS VIEREM PARA SOMAR!

QUE A DIFERENÇA POSSA DESABROCHAR E SER ADMIRADA
PENSE : O QUE CABE NO SEU TODO?

As ideias voam além mar e Ana Paula é um belo presente.
Obrigada pela palavras de incentivo. Seu blog é muito lindo.
Nilza quero lhe agradecer também por sua participação,valeu!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A colonização das Américas e o Sujeito Moderno
Quando começa a modernidade?
Para Contardo Calligaris no livro "Psicanálise e Colonização" ,a modernidade começa em 1492 com as grandes explorações, entre elas, a viagem de Colombo que tem um lugar muito especial, como metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.

A viagem, pelo menos no Norte da América, aconteceu sob o signo de se fazer valer.
Os navegadores vieram para fazer fortuna não para recompor uma caricatura das hierarquias deixadas atrás. Eles foram nesse sentido resolutamente modernos.
Para Hegel a humanidade(modernidade) começa quando acaba o reino da necessidade, ou seja, quando o desejo não encontra mais sua satisfação nos objetos procurados e finalmente consumidos mas se projeta e prolonga indefinidamente na procura de reconhecimento.

Para o homem moderno não há mais necessidade, só desejos.
Qualquer objeto desejado é em primeira instância um meio para se fazer valer.
No capítulo "A Psicanálise e o sujeito colonial", Contardo Calligaris , refere-se as duas ordens de explicações para as grandes descobertas e sobretudo -para a viagem de Colombo.
materialista: procura de novas riquezas e necessidade de conquistas.
ideológica: indomável desejo de saber e conhecer novas coisas.
"A modernidade substitui o ser pelo ter e pelo aparecer que acaba sendo permitido pelas posses."
O ser pré-moderno é um efeito de nascença e tradição.
O ser moderno "é feito de ter e de aparecer.
Isso não quer dizer que a substituição do Ser pelo Ter implique que no passado o ser humano fosse alguma coisa e hoje esteja reduzido a apenas ter objetos e aparências. Significa que o Ser pré-moderno era feito de regras tradicionais e o Ser moderno é sustentado pela distribuição de bens.

"Me dizes o que tens e fazes, assim te direi quem tu és"
Qualquer bem, por mais necessário que seja à subsistência, vale hoje antes de mais nada por seus efeitos sociais.
Assim o luxo é o pai e a mãe da modernidade.
Qualquer bem é um luxo, pois é um diferenciador social e não mais
uma meio de satisfação das necessidades.

A modernidade é uma nova organização psíquica. E a colonização das Américas é a metáfora de uma nova subjetividade.
"Trata-se de uma subjetividade eminentemente histórica: O sujeito moderno não se define pelo mundo que encontra, mas pelo mundo que ele mesmo faz ou transforma.Não se define pelo lar onde nasce, mas por suas aventuras."

È o sujeito saído de casa.
De um mundo onde o passado determina o presente, passa-se a um mundo onde o futuro é a verdade do presente. Seu ser está no futuro e no projeto.

Referência Bibliográfica: Psicanálise e Colonização :Leituras do Sintoma Social no Brasil
Edson Luiz André de Sousa (org).Artes e Ofícios/1999
A Psicanálise e o sujeito colonial/Contardo Calligaris

Caros amigos, para enriquecer suas reflexões não deixem de ler o comentário
de Shoenstatt. Que legal saber que as palavras que nos tocam voam para tocar outras pessoas. Muito obrigada por sua participação nesta postagem.
Nosso Giro de Idéias está realmente polinizando outras pessoas muito especiais , cono é o caso do Pe. Paulinho que tambem deixou seu comentário e um lindo pensamento de Rubem Alves.Obrigada amigo!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CON-VERSO UM PAPO REGADO A POESIA (V)
O ARCO SAGRADO
"Sua aventura não será completa se você não retornar."
Joseph Campbell

O homem é um ser complexo e fabuloso que não se esgota e que possui capacidade para transformar e criar conscientemente a própria vida, cooperando com o mundo à sua volta.
Seu crescimento não é linear, reto e direto e sim em movimento de circunvolução que busca realizar plenamente potencialidades inatas.
O objetivo maior é encontrar a autênticidade, completar-se, tornar-se inteiro, como bem disse o psicanalista Carl Gustav Jung.
..."Trago dentro do meu coração,
como num cofre que se não pode fechar de cheio,
todos os lugares onde estive,
todos os portos a que cheguei,
todas as paisagens que vi através de janelas e vigias,
ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que quero"...
Fernando Pessoa
Dentro de cada um de nós há um "cofre" com todas as potencialidades e com todas as lembranças do que vivemos.
Cheio de emoções, instantes inesquecíveis, potencialidades não desenvolvidas, sonhos...
Podemos nos referir a esse cofre, como o depositário inconsciente de Freud, ou como os alquimistas o chamavam"fonte mercurial".
O inconsciente é uma instância psíquica com vários níveis.Há aquela onde guardamos tudo o que vivemos, desde o momento em que fomos gerados, o que foi reprimido ou não cultivado: é a nossa memória esquecida.Quando não reconhecido tende a ser projetado nos outros e no mundo, através da Sombra.
Esse é o nosso inconsciente pessoal.
Mas somos muito mais, temos uma pré história, que é a a história dos nossos pais, da nossa família:nossas heranças de sombra e de luz, pois fazemos parte de uma cadeia transgeracional-o inconsciente familiar.
Carregamos ainda a humanidade dentro de nós, o substrato psíquico denominado por Jung, de inconsciente coletivo:lugar dos grandes arquétipos, das experiências de vida dos nossos ancestrais, o grande arquivo das experiências da humanidade.
Esse cofre, essa instância psíquica é infindável, e, devemos entendê-lo como um lugar sagrado. o lugar onde você pode encontrar-se sempre se assim o desejar.

Em algumas culturas americanas, quando a pessoa consegue ser ela mesma, dizem que ela está em seu Arco Sagrado.

"Arco Sagrado" é sinônimo de autenticidade, ou de estar ligado à própria espiritualidade"
Esse é um espaço que não tem como função ganhar a vida, status ou uma reputação.
É um lugar onde você experimenta alegria, onde dá plena expansão aos dons e talentos, onde você se liberta, onde consegue ser mais você- o eu sujeito.
Mas nossa forma de vida atual tem nos levado para cada vez mais longe deste arco, pois há uma falsa sabedoria, um excesso de confiança nas luzes do ego.
Somos estimulados a renunciar ao conhecimento profundo do nosso ser, sendo muitas vezes visto como "perda de tempo", pois atualmente nossos modelos não são espirituais, mas tecnológicos.
O ativismo descontrolado, mais parece um grande baile de máscaras onde há sempre uma voz comandando o espetáculo.:
-Senhoras e senhores coloquem seus sapatinhos vermelhos e dancem, rodopiem, entreguem-se ao som alucinante. Não parem, não pensem,sintam sómente o movimento.

Dançarinos que temem parar e se verem frente ao vazio; como os reis que necessitavam do bôbo da corte para mantê-los afastados da solidão.
Nossa cultura não tem mais os bôbos da corte , mas tem as drogas e muitos outros meios destinados a nos manter afastados de nós mesmos e dos outros.
Os encontros sociais geralmente com sua música ambiente alta, não possibilitam conversas mais íntimas, proporcionando assim um convívio cada vez mais superficial ou até inexistente.

"Vivemos todos longíquos e anônimos, disfarçados, sofremos desconhecidos.
A uns, porém, esta distância entre um ser e ele mesmo nunca se revela, para outros é de vez em quando iluminada, de horror ou de mágoa, por um relâmpago sem limites,
mas para outros ainda é essa a dolorosa constância e quotidianidade da vida"
Fernando Pessoa


Obs: Estou tambem escrevendo na revista RANKING SOCIAL(edição 13/fevereiro) .
Coluna "UMAS PALAVRAS".
CON-VERSO UM PAPO REGADO A POESIA (IV)


"Os espelhos são usados para ver o rosto, a arte para ver a alma".

George Bernard Shaw
CON-VERSO,traz de forma clara o meu desejo: ser um papo regado a poesia. Procuro buscar as "palavras aladas dos pássaros" para me comunicar.
Só os poetas tem o poder de atingir o nosso coração, de ir além da lógica e da razão. Exclama o velho alquimista:"Ars totum requirit hominem", "a arte requer o homem todo".
A poesia toca a nossa alma, nos conduz à verdade de uma forma leve, sublime e total, pois a arte é tudo aquilo que embeleza o nosso caminho.
A Arte é aquela que,"mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente".(Fernando Pessoa)
Os poemas são pássaros que chegam
Não se sabe de onde e pousam
No livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alcançam voo.
Como de um alçapão
Eles não têm pouso
Nem porto.
Alimentam-se um instante em cada par de mãos
E partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
No maravilhado espanto de saberes
Que o alimento já estava em ti.

Mário Quintana

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A BUSCA DO SENTIDO


Todos buscam o sentido, mas poucos compreendem
seus significados...

NA ADOLESCÊNCIA...
Temos a idéia de que vamos descobrir um jeito especial de viver,
de forma que só teremos prazer e felicidade.
Nos sentimos inteligentes e fortes!
As emoções estão à flor da pele!
Mas, quando os problemas aparecem, ficamos desesperados,
desorientados e normalmente culpamos os pais pelos fatos ocorridos.

CRESCEMOS UM POUCO...
Tudo continua igual!
Apenas os nomes são trocados.
Passamos a responsabilizar o ser amado, os chefes,a
violência,as injustiças sociais, enfim acreditamos que a
nossa paz e felicidade estão íntimamente ligadas e
dependentes das soluções do mundo.
CRESCEMOS UM POUCO MAIS...

Passamos a culpar a nós mesmos e ficamos procurando o que está
errado conosco o tempo todo.
É o período em que vivemos depressivos,
pois não conseguimos encontrar nada de bom dentro de nós.

CRESCEMOS DE VERDADE...

E descobrimos que a felicidade é um jeito de viver a vida!
Não é simplesmente uma coleção de momentos felizes, mas uma postura
de compreensão diante dos acontecimentos tristes ou alegres de nossa vida,
entendendo que as dificuldades, às vezes são inevitáveis, assim como o
prazer também é, porque viver é uma longa caminhada com diversas paisa-
gens em seu percurso. Mas a chegada é uma só:


O CRESCIMENTO INTERIOR


No momento que descobrimos e nos deliciamos com a perfeição

deste plano Divino, a verdadeira PAZ E FELICIDADE
está sempre presente dentro de nós.


autor desconhecido




OBRIGADA PELA VISITA...


Vale a pena ler o comentário feito por Adriane Fenerich, ele vem complementar e enriquecer estas ideias. Muito obrigada por sua participação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

FIM DE SEMANA: HORA DE DESCANSAR

RELAXE...


MUDE SEU OLHAR

FAÇA NOVAS AMIZADES
BEIJE MAIS

SURPREENDA-SE

ORIENTE-SE COM A PALAVRA DE
DEUS


ESQUEÇA O RELÓGIO

E O DINHEIRO TAMBÉM









BOM FIM DE SEMANA...

























































































































































































































































































































































































quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


CON- VERSO: UM PAPO REGADO A POESIA(III)
O Livre- Arbítrio
"O homem não é um ser que tem a postura ereta, o homem é um ser em transformação. Quanto mais ele se capacita a si mesmo a vir a ser, mais ele dá cumprimento a sua verdadeira missão".
Rudolf Steiner
CON-VERSO é essa conversa que quero ter com você, às vezes mais leve, em outros momentos mais densa. É um grito de alerta, sobre o como viver e para que viver.
A vida é o caminho que vai se realizando ao andar, resultado de nossas escolhas e de nosso modo peculiar de olhar para os acontecimentos-paisagens que vão surgindo à nossa frente. Nossa história deve ser uma história de aperfeiçoamento
Cada escolha é uma decisão que altera o destino, cada olhar nos faz ganhar ou perder nossas forças, nos faz avançar ou recuar.
Apesar da vida não comportar rascunho, não permitir voltar atrás ou mesmo apagar, não significa que tudo está perdido.
Podemos se quisermos, fechar o capítulo e começar outro bem diferente.
Chico Xavier disse"Embora ninguém possa voltar e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".

VANDER LEE

relendo minha lida,

minha alma,

meus amores.

revendo minha vida,

minha luta,

meus valores.

Refazendo minhas forças,

minhas fontes,

meus favores.

regando minhas folhas,

minhas faces,

minhas flores.

limpando minha casa,

minha cama,

meu quartinho.

soprando minha brasa,

minha brisa,

meu anjinho.

bebendo minhas culpas,

meu veneno,

meu vinho.

Escrevendo minhas cartas,

meu começo,

meu caminho.

Estou podando o meu jardim

Estou cuidando bem de mim.



Lembre-se: a nosso história é única e intransferivel; se seguirmos o caminho alheio, ou repetirmos os dos nossos pais, não concretizaremos o nosso potencial, o nosso daimon.



Thoureau lembra de forma magnifica a nossa tarefa:"Devemos ser um Colombo e descobrir novos continentes e mundos que existem dentro de nós".
Para isso é preciso viver e aprender intensamente com os erros, com os tropeços, pois a vida é uma construção diária e, nós, eternos aprendizes.
Na civilização helênica, o herói tinha como tarefa de vida continuar a obra da criação, ou seja, realizar seu daimon- a parte imortal-seus talentos e virtudes, e, se assim o fizesse, as coisas viriam até ele.
O destino era entendido como a realização das potencialidades, e isso, era mais importante do que a própria vida.
Destino não era, portanto, algo previsível, mas a realização de si próprio à partir das descobertas do que se é e de seu aperfeiçoamento".
É preciso recuperar essa ideia para que possamos reencontrar o significado maior para nossas vidas.

Segue o teu destino,

Rega as tuas plantas,

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

De árvores alheias.

A realidade

Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.

Só nós somos sempre

Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.

Grande e nobre é sempre

Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras

Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.

Nunca a interrogues.

Ela nada pode dizer-te.

A resposta

Está
além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo

No teu coração.

Os deuses são deuses

Porque não se pensam.

Ricardo Reis


Observação: Caros amigos não deixem de ler o comentário postado por Pe. Marcelo, é realmente muito interessante sua contribuição.
Obrigada Pe. Marcelo por sua participação.

domingo, 1 de fevereiro de 2009


“Direitos Humanos um avanço para o homem”
Sabe-se que a História dos Direitos Humanos remonta ao início da civilização, estando a sua origem ligada às várias religiões da época. Porém, teve-se um despertar desses direitos a partir do Cristianismo, durante a Idade Média, na qual o Direito Natural floresce e garante que os princípios religiosos estejam à frente da defesa da sociedade. Mais tarde, com Immanuel Kant, há uma racionalização dos direitos humanos e sobre influência novamente do Direito Natural – sobretudo com uma nova vertente – surgem direitos que pertencem essencialmente ao homem. Essa ideologia racional é a que permanece até hoje no sistema internacional de proteção dos direitos do homem.
A evolução destas correntes veio a dar frutos pela primeira vez na Inglaterra. A Magna Carta (1215) deu garantias contra a arbitrariedade da Coroa, e influenciou diversos documentos, como por exemplo, o Habeas Corpus (1679), que foi a primeira tentativa para impedir as detenções e prisões arbitrárias.
Mas o momento mais importante, na história dos Direitos do Homem, é durante 1945-1948. Em 1945, os Estados Unidos tomam consciência das tragédias e atrocidades vividas durante a 2º Guerra Mundial, e junto com outras dezenas de nações, dão vida a Organização das Nações Unidas em prol de estabelecer e manter a paz no mundo.
Para finalizar digo que nesses 60 anos passados da Declaração Universal dos Direitos Humanos houve grandes avanços na luta pela paz mundial, contudo há muito no que evoluir – um exemplo atual seria as atrocidades que estamos vendo nos ataques de Israel e no continente africano. Portanto, para se ter realmente uma melhora no Mundo é necessário que nós possamos pensar mais no próximo do que em nós mesmos.
Jonatas Lopes (aluno do Curso de Direito da Faculdade São Luis de Jaboticabal)
Guardando a Pedra que te jogam
Um exercício de grande sofisticação é guardar a pedra que nos jogam, isto é, dominar a violência de tal forma que a desativemos.
A pedra da discórdia passa a ser símbolo de proximidade e de uma boa oportunidade de vida, nos ensina o rabino Nilton Bonder em seu livro "A Cabala da Inveja".
A grande lição que devemos aprender é que as situações de violência que vivemos podem ter um sentido positivo se soubermos reverter a situação.

"Não há processo de paz que possa ser instaurado enquanto estivermos armados ou defendidos em relação ao outro. "Nilton Bonder

"A verdadeira elevação está na capacidade de entender toda a humanidade, ou melhor, toda a vida como parte de um mesmo corpo. Ataque o outro braço e você não conseguirá dormir de dores". Nilton Bonder


Sabe qual é a função da saliva?
relembrar-nos constantemente de que temos que aprender a engolir

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

AUTOCONFIANÇA

Os seres humanos de todas as idades são mais felizes, autoconfiantes e capazes de desenvolver melhor seus talentos,quando estão seguros de que, por trás deles, existem uma ou mais pessoas que virão em sua ajuda caso surjam dificuldades.

A pessoa em quem se confia é aquela que fornece uma base segura.
A necessidade de uma base pessoal segura, não se limita sómente às crianças, mas ocorre também com adolescentes e adultos maduros.
Existem dois conjuntos principais de influências: externas ou ambientais e internas ou organísmicas
.


Condições externas ou ambientais
presença ou ausência parcial ou total de uma figura de confiança em cada fase do ciclo vital.
mensagens que recebe dos pais ou cuidadores sobre si mesmo ou sobre as figuras paternas.
confirmação ou não da sua singularidade

Condições internas ou organísmicas
.capacidade ou incapacidade relativa de um indivíduo para reconhecer quando uma pessoa é digna de confiança e está disposta a fornecer uma base.
.capacidade ou não de colaborar com tal pessoa de modo a manter uma relação mútuamente gratificante.

Ao longo da vida, os dois conjuntos de influências interatuam de maneira constante.


O tipo de experiência que uma pessoa teve durante a primeira infância determinará sua capacidade de esperar , de iniciar e manter relações mútuamente gratificantes, quando a oportunidade se oferece.
O primeiro padrão a se estabelecer é o que tende a persistir;daí o padrão das relações familiares que uma pessoa experimenta durante a infância tem uma importância muito grande no desenvolvimento de sua personalidade.
Pessoas com um funcionamento emocional perturbado reflete uma reduzida capacidade para reconhecer pessoas adequadas e dispostas a fornecer uma base segura e(ou) uma reduzida capacidade para entrar em relações gratificantes.
Ex. de dificuldades:
.apego excessivo, exigências muito intensas.
.expressão do desejo de apoio de forma agressiva e exigente
.indiferença, não- envolvimento
.relacionamentos destrutivos
.insatisfações com o que tem e recebe e incapacidade de dar apoio espontâneamente a outrem.

Sinais de autoconfiança:
.capacidade para confiar nos outros quando a ocasião requer.
.capacidade para reconhecer em quem é conveniente confiar.
.capaz de ajudar e de ser ajudado.
. equilíbrio entre iniciativa e autoconfiança.
.capacidade para manter a confiança, em condições que poderiam parecer de desconfiança.
.ter vida interior, criativa.
.ter concepção realística sobre a realidade de si mesmo e do mundo.

Condições que a promovem:
.base familiar estável
Encoraja a autonomia mas não força
laços familiares embora atenuados com o tempo não são quebrados
Forte solidariedade familiar
família inserida numa rede social mais ampla e estável, onde a criança pode conhecer e conviver com outras pessoas.
pais que respeitam e encorajam e apreciam as aspirações pessoais de seus filhos, e que os estimulam a autonomia
pais acessíveis e com disponibilidade para responder às demandas de seus filhos.
Apoio decidido e sistemático que não castra e sim contém quando necessário.



Uma autoconfiança bem
fundamentada , é geralmente, o produto de um crescimento lento e não reprimido, da infância até a maturidade, durante o qual, através da interação com outros incentivadores confiáveis, a pessoa aprende a combinar a confiança nos outros com a confiança em si mesmo.(Bolwby)








Bibliografia: Formação e Rompimento dos Laços Afetivos ( John Bolwby)


Apontadora de Idéias

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São Paulo, Brazil
"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma." (Lewis Carroll)

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