quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA MODERNA:
1. Se mexer, é Biologia.
2. Se feder, é Química.
3. Se não funciona, é Física.
4. Se ninguém entende, é Matemática.
5. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.
6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.

2- LEI DA PROCURA INDIRETA:
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.
2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando
.

3- LEI DA TELEFONIA:
1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.
4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:
Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você...

5- LEI DA GRAVIDADE:
Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.

6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:
80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.

7- LEI DA QUEDA LIVRE:
1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.

8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:
A fila do lado sempre anda mais rápido.Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.

9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

10- LEI DO ESPARADRAPO:
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

11- LEI DA VIDA:
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.

12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

Recebi por e-mail


tchau...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


O Bêbado e o Equilibrista

Começa assim!
De repente um nó na garganta e um pequeno desassossego; a sensação é de que o tênue fio, o fio condutor, o fio mestre, aquele que lhe dá a razão de existir,que lhe segura, está prestes a romper.
Sorrateiramente uma voz começa a lhe questionar: Para que tudo isso?
Aumenta o atordoamento, a confusão. Um ligeiro desequilíbrio e um grande cansaço de tudo. Agora não mais uma voz e sim uma nuvem espessa cresce paulatinamente, encobrindo todas as cores, toda a alegria. O fio condutor por uns momentos, parece fugir de seus pés, e perto da exaustão sai de suas entranhas um grito rouco: “ Pare, isso vai lhe levar para dentro do buraco!”

“Hoje é domingo, pé de cachimbo,
o cachimbo é de ouro, bate no touro
o touro é fraco, cai no buraco,
o buraco é fundo, acabou-se o mundo”.

Movimento estranho, um redemoinho vai carregando tudo para o buraco sem fundo.
A estranha força, o fio condutor que assegura a tranquilidade e as cores da
vida , por pouco não rompe.
O grito rouco, um pequeno sopro mais uma vez salva esse equilibrista da vida.
Loucura, depressão, acídia, marasmo que nome dar para isso?
Com certeza ”embriaguez do mundano”, síndrome ocasionada toda vez que nos afastamos e perdemos o contato com o Provedor da vida-DEUS.

escrito em janeiro de 2008

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Exclusão

Ainda sobre exclusão social....
Renato Luiz F. Conceição tem apelido de Sorriso.
Éresponsável pela varreção de três ruas na Tijuca, no turno matinal. Desde 1997, o seu sorriso entrou para a galeria de imagens clássicas do carnaval.
Ele diz:"O gari pede um copo de água numa casa e ouve que não tem copo, que não tem água.Aquela pessoa que negou não sabe que foi você que limpou a rua dele".
Fonte: Do Portal IG/Blog do Maurício Stycer

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari,pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e> serviu o café ali, na latinha suja e grudenta.
E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar. O que você sentiu na pele, trabalhando como gari? Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado. E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão. E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, frequento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'. *Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
recebi por e-mail de uma amiga/Rosinha

"A ética é a ótica espiritual"
Emmanuel Levinas


O código genético disso a que, sem pensar muito, nos temos contentado em chamar natureza humana, não se esgota na hélice orgânica do ácido desoxirribonucleico, ou adn, te muito mais que se lhe diga e muito mais paranos contar, mas essa, por dizê-lo de maneira figurada, é a espiral complementar que ainda não conseguimos fazer sair do jardim-de-infãncia, apesar da multidão de psicólogos e analistas das mais diversas escolas e calibres que têm partido as
unhas e tentar abrir-lhe os ferrolhos.
José Saramago (Ensaio sobre a Lucidez,29)




fonte: google

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Exclusão


O Evangelho (Marcos 1,40-45) deste domingo relata o encontro do leproso com Jesus. O homem de joelhos, pediu:"Se queres, tens o poder de curar-me".Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse:"Eu quero:fica curado!"No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado.
Este ensinamento ainda não conseguimos aprender: Não discriminar, não excluir pessoas, segundo critérios que consideramos certos, verdadeiros, bons ou maus.
Escrevi um artigo para o jornal da APAE de Jaboticabal em 2007, que continua atual ,e portanto postarei aqui.


NO PAÍS DAS JOANINHAS
Guardo há algum tempo o livro “Uma Joaninha Diferente” de Regina Célia Melo, das edições paulinas.
É a história de uma joaninha que por nascer sem bolinhas, foi rejeitada por seu grupo.
Inconformada com a exclusão busca a ajuda do besouro preto, e junto arquitetam um plano.
Pedem ao pássaro pintor que pinte bolinhas no corpo do besouro e então saem ao encontro das joaninhas.
Chegando ao jardim o besouro é bem recebido por elas que nada percebem.
A joaninha sem bolinhas pede então um minuto de atenção e apaga a pintura do corpo do besouro e pergunta: Qual é a verdadeira joaninha?
A história nos fala das reações frente às diferenças; da dificuldade que temos em assimilar e aceitar o diferente.
Como diz Caetano Veloso: ”... narciso acha feio o que não é espelho”.
O lamentável nessa história e em nossas vidas é o comportamento de exclusão e rejeição frente ao diferente, de tudo aquilo que sai dos padrões tido como “normais”.
Somos orientados frequentemente a acreditar em procedimento “tamanho único” no que diz respeito às pessoas, esquecendo e deixando de apreciar aquilo que é único em cada ser humano - a sua singularidade.
Quantos casos de depressão, anorexia, bulimia, obesidade, ou tantas outras doenças modernas poderiam ser evitados se não houvesse padrões tão redutíveis.
Assim tem sido com as deficiências.
A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema: “Fraternidade e Pessoa com Deficiência” e como lema: “Levanta-te, vem para o meio!” (Mc 3,3) . È, pois um bom momento para perguntar tal como fez a joaninha.Qual é a verdadeira deficiência?
Frequentemente entendemos deficiência como doença, imperfeição, defeito ou mesmo incapacidade.
Assim como não é correto entender a deficiência como doença, também não é possível entendê-la como uma imperfeição ou defeito, uma vez que não existe perfeição ou ausência total de defeitos em qualquer ser humano.
A deficiência também não necessariamente leva a incapacidade. Algumas deficiências têm como consequência a incapacidade para alguma habilidade específica, mas não podemos esquecer que as incapacidades geradas por uma deficiência muitas vezes são maiores devido a uma situação de desvantagem do meio paras as diferenças existentes.
Pode ocorrer também de existir a falta ou a perda de alguma estrutura física e a pessoa não ser deficiente, como acontece com a joaninha da nossa história.
Daí a necessidade de prestar atenção ao uso de determinados conceitos.
A exclusão que se manifesta como preconceito, ignorância, insensibilidade ou mesmo sentimento de piedade, é a que provoca maior dor .
Lembremos que para a deficiência que compromete o corpo há tratamento, mas para aquilo que machuca a alma o dano é irreversível.
Vamos acordar e refletir : Qual é a verdadeira deficiência?




QUE A ACEITAÇÃO DAS DIFERENÇAS NÃO SEJA UM CONTO DE FADAS


QUE A DIFERENÇA SEJA UM DIFERENCIAL

É POSSÍVEL VIVER JUNTOS SE AS DIFERENÇAS VIEREM PARA SOMAR!

QUE A DIFERENÇA POSSA DESABROCHAR E SER ADMIRADA
PENSE : O QUE CABE NO SEU TODO?

As ideias voam além mar e Ana Paula é um belo presente.
Obrigada pela palavras de incentivo. Seu blog é muito lindo.
Nilza quero lhe agradecer também por sua participação,valeu!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A colonização das Américas e o Sujeito Moderno
Quando começa a modernidade?
Para Contardo Calligaris no livro "Psicanálise e Colonização" ,a modernidade começa em 1492 com as grandes explorações, entre elas, a viagem de Colombo que tem um lugar muito especial, como metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.

A viagem, pelo menos no Norte da América, aconteceu sob o signo de se fazer valer.
Os navegadores vieram para fazer fortuna não para recompor uma caricatura das hierarquias deixadas atrás. Eles foram nesse sentido resolutamente modernos.
Para Hegel a humanidade(modernidade) começa quando acaba o reino da necessidade, ou seja, quando o desejo não encontra mais sua satisfação nos objetos procurados e finalmente consumidos mas se projeta e prolonga indefinidamente na procura de reconhecimento.

Para o homem moderno não há mais necessidade, só desejos.
Qualquer objeto desejado é em primeira instância um meio para se fazer valer.
No capítulo "A Psicanálise e o sujeito colonial", Contardo Calligaris , refere-se as duas ordens de explicações para as grandes descobertas e sobretudo -para a viagem de Colombo.
materialista: procura de novas riquezas e necessidade de conquistas.
ideológica: indomável desejo de saber e conhecer novas coisas.
"A modernidade substitui o ser pelo ter e pelo aparecer que acaba sendo permitido pelas posses."
O ser pré-moderno é um efeito de nascença e tradição.
O ser moderno "é feito de ter e de aparecer.
Isso não quer dizer que a substituição do Ser pelo Ter implique que no passado o ser humano fosse alguma coisa e hoje esteja reduzido a apenas ter objetos e aparências. Significa que o Ser pré-moderno era feito de regras tradicionais e o Ser moderno é sustentado pela distribuição de bens.

"Me dizes o que tens e fazes, assim te direi quem tu és"
Qualquer bem, por mais necessário que seja à subsistência, vale hoje antes de mais nada por seus efeitos sociais.
Assim o luxo é o pai e a mãe da modernidade.
Qualquer bem é um luxo, pois é um diferenciador social e não mais
uma meio de satisfação das necessidades.

A modernidade é uma nova organização psíquica. E a colonização das Américas é a metáfora de uma nova subjetividade.
"Trata-se de uma subjetividade eminentemente histórica: O sujeito moderno não se define pelo mundo que encontra, mas pelo mundo que ele mesmo faz ou transforma.Não se define pelo lar onde nasce, mas por suas aventuras."

È o sujeito saído de casa.
De um mundo onde o passado determina o presente, passa-se a um mundo onde o futuro é a verdade do presente. Seu ser está no futuro e no projeto.

Referência Bibliográfica: Psicanálise e Colonização :Leituras do Sintoma Social no Brasil
Edson Luiz André de Sousa (org).Artes e Ofícios/1999
A Psicanálise e o sujeito colonial/Contardo Calligaris

Caros amigos, para enriquecer suas reflexões não deixem de ler o comentário
de Shoenstatt. Que legal saber que as palavras que nos tocam voam para tocar outras pessoas. Muito obrigada por sua participação nesta postagem.
Nosso Giro de Idéias está realmente polinizando outras pessoas muito especiais , cono é o caso do Pe. Paulinho que tambem deixou seu comentário e um lindo pensamento de Rubem Alves.Obrigada amigo!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CON-VERSO UM PAPO REGADO A POESIA (V)
O ARCO SAGRADO
"Sua aventura não será completa se você não retornar."
Joseph Campbell

O homem é um ser complexo e fabuloso que não se esgota e que possui capacidade para transformar e criar conscientemente a própria vida, cooperando com o mundo à sua volta.
Seu crescimento não é linear, reto e direto e sim em movimento de circunvolução que busca realizar plenamente potencialidades inatas.
O objetivo maior é encontrar a autênticidade, completar-se, tornar-se inteiro, como bem disse o psicanalista Carl Gustav Jung.
..."Trago dentro do meu coração,
como num cofre que se não pode fechar de cheio,
todos os lugares onde estive,
todos os portos a que cheguei,
todas as paisagens que vi através de janelas e vigias,
ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que quero"...
Fernando Pessoa
Dentro de cada um de nós há um "cofre" com todas as potencialidades e com todas as lembranças do que vivemos.
Cheio de emoções, instantes inesquecíveis, potencialidades não desenvolvidas, sonhos...
Podemos nos referir a esse cofre, como o depositário inconsciente de Freud, ou como os alquimistas o chamavam"fonte mercurial".
O inconsciente é uma instância psíquica com vários níveis.Há aquela onde guardamos tudo o que vivemos, desde o momento em que fomos gerados, o que foi reprimido ou não cultivado: é a nossa memória esquecida.Quando não reconhecido tende a ser projetado nos outros e no mundo, através da Sombra.
Esse é o nosso inconsciente pessoal.
Mas somos muito mais, temos uma pré história, que é a a história dos nossos pais, da nossa família:nossas heranças de sombra e de luz, pois fazemos parte de uma cadeia transgeracional-o inconsciente familiar.
Carregamos ainda a humanidade dentro de nós, o substrato psíquico denominado por Jung, de inconsciente coletivo:lugar dos grandes arquétipos, das experiências de vida dos nossos ancestrais, o grande arquivo das experiências da humanidade.
Esse cofre, essa instância psíquica é infindável, e, devemos entendê-lo como um lugar sagrado. o lugar onde você pode encontrar-se sempre se assim o desejar.

Em algumas culturas americanas, quando a pessoa consegue ser ela mesma, dizem que ela está em seu Arco Sagrado.

"Arco Sagrado" é sinônimo de autenticidade, ou de estar ligado à própria espiritualidade"
Esse é um espaço que não tem como função ganhar a vida, status ou uma reputação.
É um lugar onde você experimenta alegria, onde dá plena expansão aos dons e talentos, onde você se liberta, onde consegue ser mais você- o eu sujeito.
Mas nossa forma de vida atual tem nos levado para cada vez mais longe deste arco, pois há uma falsa sabedoria, um excesso de confiança nas luzes do ego.
Somos estimulados a renunciar ao conhecimento profundo do nosso ser, sendo muitas vezes visto como "perda de tempo", pois atualmente nossos modelos não são espirituais, mas tecnológicos.
O ativismo descontrolado, mais parece um grande baile de máscaras onde há sempre uma voz comandando o espetáculo.:
-Senhoras e senhores coloquem seus sapatinhos vermelhos e dancem, rodopiem, entreguem-se ao som alucinante. Não parem, não pensem,sintam sómente o movimento.

Dançarinos que temem parar e se verem frente ao vazio; como os reis que necessitavam do bôbo da corte para mantê-los afastados da solidão.
Nossa cultura não tem mais os bôbos da corte , mas tem as drogas e muitos outros meios destinados a nos manter afastados de nós mesmos e dos outros.
Os encontros sociais geralmente com sua música ambiente alta, não possibilitam conversas mais íntimas, proporcionando assim um convívio cada vez mais superficial ou até inexistente.

"Vivemos todos longíquos e anônimos, disfarçados, sofremos desconhecidos.
A uns, porém, esta distância entre um ser e ele mesmo nunca se revela, para outros é de vez em quando iluminada, de horror ou de mágoa, por um relâmpago sem limites,
mas para outros ainda é essa a dolorosa constância e quotidianidade da vida"
Fernando Pessoa


Obs: Estou tambem escrevendo na revista RANKING SOCIAL(edição 13/fevereiro) .
Coluna "UMAS PALAVRAS".
CON-VERSO UM PAPO REGADO A POESIA (IV)


"Os espelhos são usados para ver o rosto, a arte para ver a alma".

George Bernard Shaw
CON-VERSO,traz de forma clara o meu desejo: ser um papo regado a poesia. Procuro buscar as "palavras aladas dos pássaros" para me comunicar.
Só os poetas tem o poder de atingir o nosso coração, de ir além da lógica e da razão. Exclama o velho alquimista:"Ars totum requirit hominem", "a arte requer o homem todo".
A poesia toca a nossa alma, nos conduz à verdade de uma forma leve, sublime e total, pois a arte é tudo aquilo que embeleza o nosso caminho.
A Arte é aquela que,"mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente".(Fernando Pessoa)
Os poemas são pássaros que chegam
Não se sabe de onde e pousam
No livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alcançam voo.
Como de um alçapão
Eles não têm pouso
Nem porto.
Alimentam-se um instante em cada par de mãos
E partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
No maravilhado espanto de saberes
Que o alimento já estava em ti.

Mário Quintana

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A BUSCA DO SENTIDO


Todos buscam o sentido, mas poucos compreendem
seus significados...

NA ADOLESCÊNCIA...
Temos a idéia de que vamos descobrir um jeito especial de viver,
de forma que só teremos prazer e felicidade.
Nos sentimos inteligentes e fortes!
As emoções estão à flor da pele!
Mas, quando os problemas aparecem, ficamos desesperados,
desorientados e normalmente culpamos os pais pelos fatos ocorridos.

CRESCEMOS UM POUCO...
Tudo continua igual!
Apenas os nomes são trocados.
Passamos a responsabilizar o ser amado, os chefes,a
violência,as injustiças sociais, enfim acreditamos que a
nossa paz e felicidade estão íntimamente ligadas e
dependentes das soluções do mundo.
CRESCEMOS UM POUCO MAIS...

Passamos a culpar a nós mesmos e ficamos procurando o que está
errado conosco o tempo todo.
É o período em que vivemos depressivos,
pois não conseguimos encontrar nada de bom dentro de nós.

CRESCEMOS DE VERDADE...

E descobrimos que a felicidade é um jeito de viver a vida!
Não é simplesmente uma coleção de momentos felizes, mas uma postura
de compreensão diante dos acontecimentos tristes ou alegres de nossa vida,
entendendo que as dificuldades, às vezes são inevitáveis, assim como o
prazer também é, porque viver é uma longa caminhada com diversas paisa-
gens em seu percurso. Mas a chegada é uma só:


O CRESCIMENTO INTERIOR


No momento que descobrimos e nos deliciamos com a perfeição

deste plano Divino, a verdadeira PAZ E FELICIDADE
está sempre presente dentro de nós.


autor desconhecido




OBRIGADA PELA VISITA...


Vale a pena ler o comentário feito por Adriane Fenerich, ele vem complementar e enriquecer estas ideias. Muito obrigada por sua participação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

FIM DE SEMANA: HORA DE DESCANSAR

RELAXE...


MUDE SEU OLHAR

FAÇA NOVAS AMIZADES
BEIJE MAIS

SURPREENDA-SE

ORIENTE-SE COM A PALAVRA DE
DEUS


ESQUEÇA O RELÓGIO

E O DINHEIRO TAMBÉM









BOM FIM DE SEMANA...

























































































































































































































































































































































































quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


CON- VERSO: UM PAPO REGADO A POESIA(III)
O Livre- Arbítrio
"O homem não é um ser que tem a postura ereta, o homem é um ser em transformação. Quanto mais ele se capacita a si mesmo a vir a ser, mais ele dá cumprimento a sua verdadeira missão".
Rudolf Steiner
CON-VERSO é essa conversa que quero ter com você, às vezes mais leve, em outros momentos mais densa. É um grito de alerta, sobre o como viver e para que viver.
A vida é o caminho que vai se realizando ao andar, resultado de nossas escolhas e de nosso modo peculiar de olhar para os acontecimentos-paisagens que vão surgindo à nossa frente. Nossa história deve ser uma história de aperfeiçoamento
Cada escolha é uma decisão que altera o destino, cada olhar nos faz ganhar ou perder nossas forças, nos faz avançar ou recuar.
Apesar da vida não comportar rascunho, não permitir voltar atrás ou mesmo apagar, não significa que tudo está perdido.
Podemos se quisermos, fechar o capítulo e começar outro bem diferente.
Chico Xavier disse"Embora ninguém possa voltar e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".

VANDER LEE

relendo minha lida,

minha alma,

meus amores.

revendo minha vida,

minha luta,

meus valores.

Refazendo minhas forças,

minhas fontes,

meus favores.

regando minhas folhas,

minhas faces,

minhas flores.

limpando minha casa,

minha cama,

meu quartinho.

soprando minha brasa,

minha brisa,

meu anjinho.

bebendo minhas culpas,

meu veneno,

meu vinho.

Escrevendo minhas cartas,

meu começo,

meu caminho.

Estou podando o meu jardim

Estou cuidando bem de mim.



Lembre-se: a nosso história é única e intransferivel; se seguirmos o caminho alheio, ou repetirmos os dos nossos pais, não concretizaremos o nosso potencial, o nosso daimon.



Thoureau lembra de forma magnifica a nossa tarefa:"Devemos ser um Colombo e descobrir novos continentes e mundos que existem dentro de nós".
Para isso é preciso viver e aprender intensamente com os erros, com os tropeços, pois a vida é uma construção diária e, nós, eternos aprendizes.
Na civilização helênica, o herói tinha como tarefa de vida continuar a obra da criação, ou seja, realizar seu daimon- a parte imortal-seus talentos e virtudes, e, se assim o fizesse, as coisas viriam até ele.
O destino era entendido como a realização das potencialidades, e isso, era mais importante do que a própria vida.
Destino não era, portanto, algo previsível, mas a realização de si próprio à partir das descobertas do que se é e de seu aperfeiçoamento".
É preciso recuperar essa ideia para que possamos reencontrar o significado maior para nossas vidas.

Segue o teu destino,

Rega as tuas plantas,

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

De árvores alheias.

A realidade

Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.

Só nós somos sempre

Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.

Grande e nobre é sempre

Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras

Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.

Nunca a interrogues.

Ela nada pode dizer-te.

A resposta

Está
além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo

No teu coração.

Os deuses são deuses

Porque não se pensam.

Ricardo Reis


Observação: Caros amigos não deixem de ler o comentário postado por Pe. Marcelo, é realmente muito interessante sua contribuição.
Obrigada Pe. Marcelo por sua participação.

Apontadora de Idéias

Minha foto
São Paulo, Brazil
"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma." (Lewis Carroll)

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