REPRESSÃO DA CONOTAÇÃO DA PALAVRA

"Antes do aparecimento da ciência empírico-racional as palavras tinham uma ampla conotação.
Com o surgimento das ciências exatas, com sua necessidade de precisão, de cálculo, ela, a ciência, reduziu a conotação, a denotação.
A palavra não tinha mais uma aura que permitisse uma polissemia, um deslizamento. Ela passou a ser dura, engessada, exata.
Os conceitos eram holísticos que podiam ser usados em vários campos da vida, desde a física até a moral. havia um aspecto de mistério nas palavras que as colocavam numa região ao mesmo tempo objetiva e subjetiva, permitindo um uso universal da palavra. A ciência retirando a subjetividade dos conceitos, tornou-os privativos, dando a partida para o esvaziamento do inefável da palavra. na medida em que as ciências exatas obtiveram um estrondoso sucesso, passaram a ser paradigma de todos os outros campos do conhecimento que assim
deveriam renunciar ao mistério, à subjetividade e á imprecisão.

A denotação da palavra passou a valer mais que a conotação. Com isto expulsava-se do mundo o inefável, o fantasmático, o místico".
Nahman Armony,psiquiatra
Membro psicanalista da CPRJ e da SPID
Doutor em Comunicação pela ECO da UFRJ
Professor do curso de pós-graduação lato-senso “Psicologia clínica e Psicossomática” da Universidade estácio de Sá, Rio de Janeiro
Membro psicanalista da CPRJ e da SPID
Doutor em Comunicação pela ECO da UFRJ
Professor do curso de pós-graduação lato-senso “Psicologia clínica e Psicossomática” da Universidade estácio de Sá, Rio de Janeiro
“Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar ou cantar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido, mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.” (Miguel de Cervantes, escritor espanhol – 1547-1616)








Algo além do simples nascer, existir e morrer só ocorre quando se tem uma história que demonstra a força dos antepassados, sua determinação de fazer coisas, desfrutar e permitir que a trajetória continue através dos descendentes. Assim as crianças se sentem desejadas, não só pelos pais mais por todos os que as precederam, sentem-se valorizadas, vêem um sentido maior no fato de acordar todas as manhãs, cuidam melhor de si e da natureza ao seu redor, porque sabem que seu tempo de viver não é mera obra de uma roleta biológica. Sua individualidade não vira solidão, porque fica amparada por este algo-mais transcendente, que pertence a cada um e ao qual todos pertencem. 










Mantenha-se firme se ao tirar algumas coisas do lugar uns sentimentos
Lembre-se que nossa alma precisa de cuidados diários, de janelas abertas , precisa de espaço e de terreno revolvido para poder crescer as novas mudas.





Paradas militares, campanhas oficiais e uma Copa do Mundo a cada quatro anos até que reanimam o sentido de identidade nacional. Por alguns momentos, a emoção envolve e as pessoas podem se sentir pertencentes à nação representada nos belíssimos acordes do Hino. Mas logo passa. Terminado o transe, é cada um por si. E o que pode manter nas pessoas um sentimento de comunidade, um compromisso solidário com os outros, é apenas a disposição individual de pensar e fazer algo para que as coisas coletivas funcionem e beneficiem a todos. A disposição que aparece em pequenas atitudes corriqueiras, como não deixar o carrinho atravessado no corredor do supermercado.
Limites



